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Domingo, 17 Nov 2019
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POLÍTICA
FALTA INJUSTIFICADA
A maioria PSD na c?mara municipal da Covilh? (CMC) n?o aceita a justifica??o de falta do vereador do PS. V?tor Pereira alega trabalho parlamentar, na Assembleia da Rep?blica, para n?o ter participado na ?ltima reuni?o do executivo. A maioria na autarquia n?o aceita o argumento
Por Paulo Pinheiro & Nuno Miguel em 07 de Mar de 2009

“ Esta decisão é inqualificável, inaceitável, estranha e fria e não se percebe onde a maioria quer chegar com esta atitude”, afirma Miguel Nascimento, vereador socialista, que permaneceu toda a reunião em protesto contra a decisão tomada pelos autarcas do partido social-democrata.

Para Miguel Nascimento, há uma evidente contradição política entre o caso de Vítor Pereira e o do presidente da CMC, que também não esteve presente na reunião justificando estar ao serviço do município “ a verdade é que o presidente da câmara disse que não viria às sessões enquanto um problema pessoal, da construção de uma casa, não estivesse resolvido. Há uma contradição política no mínimo inaceitável e inqualificável”, sublinhou o autarca socialista.

O vice-presidente da autarquia questiona o vereador do PS “ não acha inqualificável que o seu colega de partido, no ano 2008, tenha faltado a 70 ou 80% das reuniões e não acha inqualificável que ao longo deste mandato a situação se venha agravando e que no presente ano se esteja outra vez na mesma onda?”.

Depois de recordar o pedido de esclarecimento feito à CCDRC, ainda sem resposta, João Esgalhado rejeita qualquer comparação entre os casos de Carlos Pinto e Vítor Pereira “não estamos em condições equivalentes e, até agora, as faltas do presidente da CMC estão justificadas, dado que o presidente está no exercício das suas funções”.

No início do ano, Carlos Pinto anunciou, em nota envida à comunicação social, que deixa de participar nas reuniões do executivo até que estejam clarificadas as alegadas irregularidades na construção de uma moradia particular. O vice-presidente da autarquia garante que “ainda nenhuma falta do autarca foi justificada por esse motivo”.

Vítor Pereira já avisou que caso as suas faltas, devido às funções de deputado na Assembleia da República, não sejam justificadas avança com queixa contra os membros do PSD, pelo crime de denegação de justiça.

Na reunião, o executivo ratificou novamente a adjudicação da nova empresa concessionária dos transportes públicos do concelho. A necessidade de repetir a votação deve-se ao facto do vereador Vítor Marques não poder exercer o seu direito de voto pois integra a comissão técnica de análise de propostas.


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