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Terça, 17 Set 2019
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POL√ćTICA
CARLOS PINTO RESPONDE A PAULO DE OLIVEIRA
Rádio Cova da Beira
O presidente da c√Ęmara da Covilh√£, em comunicado, responde √†s cr√≠ticas que Paulo de Oliveira faz √† gest√£o do munic√≠pio covilhanense na carta aberta, distribu√≠da na Covilh√£, onde o empres√°rio exige ao pr√≥ximo executivo uma auditoria √†s contas do munic√≠pio.
Por Paula Brito em 26 de Sep de 2013

Na resposta Carlos Pinto recorda que as contas da câmara da Covilhã são públicas, auditadas por diversos organismos e votadas na assembleia municipal. É nessas contas, publicadas no site da câmara municipal, que Paulo de Oliveira, "preocupado com as dívidas", pode “encontrar cerca de 10 milhões de euros à EDP, de energia fornecida à indústria quando o patrão Paulo era presidente da ANIL e, nessa altura, pouco o preocupavam as dívidas e que a Câmara há 23 anos que anda a pagar. Mas já lá não encontra uma renda de 80 000 euros/ano que ele queria que a Câmara continuasse a pagar à ANIL e por isso ficou aborrecido, por um contrato que ele fez no tempo dos socialistas na Câmara.” 

Quanto ao apoio a candidatos independentes para as próximas autárquicas que Paulo de Oliveira sugere que estão a ser utilizados dinheiros públicos para publicitar candidatos, Carlos Pinto responde “Quanto aos candidatos e candidaturas, o patrão Paulo, é que sabe a quem ajuda a pagar campanhas. Talvez a escolha tenha recaído naqueles que julga poderem ser “paus-mandados” dos seus vastos interesses no Concelho, obedecendo às suas ordens, coisa que comigo nunca conseguiu.” 

Carlos Pinto diz que o IMI está definido por lei, e que a Derrama não existe para pequenos e médios empresários, “Se o patrão Paulo, paga derrama é porque tem altos lucros. Talvez se pagasse melhores salários e fosse mais social-democrata na distribuição dos lucros, acumulando menos, desse modo, não pagaria tantos impostos ao Estado.” 

Relativamente à inauguração do Data Center, cujo processo Paulo de Oliveira refere que conhece bem, o autarca covilhanense diz que “no que ele estava verdadeiramente interessado, não era nas hipóteses de terrenos da Câmara. Era numa terceira, a dos seus próprios edifícios da antiga “Nova Penteação” que depois de os ter tentado impingir à Câmara, tudo fez para os vender à PT. Não conseguiu, ficou irritado e, a partir daí passou a dizer mal da PT e do Data Center”. Quanto às condições excepcionais dadas pela câmara da Covilhã à PT e que Paulo de Oliveira lamenta não serem extensíveis ao grupo que preside, o autarca covilhanense refere que “Afinal o problema dele é não beneficiar na dimensão dos benefícios da PT. Mas não se conhecem intenções de investimento de qualquer natureza que justificassem incentivos parecidos com os da PT/Data Center.” 

Por fim e relativamente às críticas que Paulo de Oleira tece à gestão de Carlos Pinto à frente do município que classifica de ditatorial, vingativa e anti democrática, para o autarca só existe uma explicação “Se o homem provavelmente é o mais rico da terra, o mais empregador, o mais tudo, então também tem o direito de querer o ”seu” “presidente às ordens”.


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