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Sexta, 21 Set 2018
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DESPORTO
ALCAINS 3 VILARREGENSE 0
O Alcains está merecidamente na final da taça de Honra José Farromba, mas os números finais não espelham bem as dificuldades que o Vilarregense criou. Não tanto a nível de oportunidades de golo, mas sim pelo futebol praticado e inconformismo demonstrado.
Por João Perquilhas em 22 de Feb de 2009

Foi um belo jogo de futebol aquele que Alcains e Vilarregense proporcionaram nesta meia-final da taça. Houve ambição, entrega ao jogo e mais importante ainda, qualidade suficientemente boa para explanar bom futebol em ambos os conjuntos, o que por si só era garantia de um espectáculo.

A equipa visitante até entrou melhor na partida e aos dois minutos Amunike, solto na zona da meia-lua, deixava o aviso. Um remate bem colocado obrigava Beirão a defesa apertada pela linha de fundo e esse lance catapultou a formação de Pedro Sampaio para dez minutos de grande fulgor, embora sem criarem mais situações de golo iminente.

Aos poucos a equipa canarinha foi-se adaptando ao estilo de jogo do seu adversário para, depois sim, passar a comandar o jogo.

Aos 10`Khonné apareceu isolado em frente à baliza de Baía, mas viu os seus intentos gorados pelo desarme precioso de Fortes para canto. E foi precisamente desse lance que nasceria o primeiro golo da partida, visto que Betinho apareceu fulgurante a cabecear certeiro para o fundo das redes do guardião de Vila de Rei. Alguns minutos depois Khonné esteve à beira do segundo mas falhou incrivelmente à boca da baliza, após passe fantástico do brasileiro Manoel.

O prélio estava electrizante e aos 19` o empate esteve à vista. Edgar com um cabeceamento perfeito obrigava Beirão a uma defesa estupenda para canto e pouco depois seria Quinzinho a anular mais uma situação de perigo para a sua baliza, quando em jogada de antecipação ganhou o esférico ao irrequieto Amunike.

O desafio passou depois por uma fase de maior disputa no miolo do terreno, com a bola longe das balizas até que … Decorria o minuto 38 e Pica, em disputa de bola com Quinzinho na área canarinha se estatela no relvado. O árbitro bem perto do lance mandou jogar, mas a nós pareceu-nos ter existido falta para grande penalidade do defesa alcainense. O jogo prosseguiu com pontapé de canto a favorecer a turma do Vilarregense, com a defesa da casa a ganhar a posse de bola e de imediato lançar Ricardo Costa para o segundo golo. O experiente médio ofensivo recebeu a bola a meio campo, dominou-a, e de seguida empreendeu uma galopada até à baliza de Baía que foi impotente para travar o remate com selo de golo.

Perto do intervalo um livre directo de Sabino passou a escassos centímetros do poste direito da baliza canarinha e o descanso chegava com uma vantagem confortável para os donos do terreno.

Na segunda metade do desafio esperava-se uma reacção mais forte dos de Vila de Rei em busca do prejuízo, mas a forma decidida com que os jogadores do Alcains encararam a eliminatória, procurando obter novo golo, evitou sofrimentos.

Aos 50`Ricardo Costa fugiu pela direita e serviu Khonné, mas a mancha perfeita de Baía evitou novos festejos caseiros, que seriam no entanto celebrados oito minutos depois. Desta feita foi Khonné a esgueirar-se pela esquerda e rematar cruzado, para Manoel à boca da baliza confirmar o terceiro golo e sentenciar a partida.  

Com mais de meia hora para jogar o Vilarregense não baixou os braços mas a boa organização canarinha não oscilou e o resultado manter-se-ia até final.

Nota menos positiva para o aspecto disciplinar dos jogadores nos últimos 30 minutos da patida. A elevada qualidade de jogo vista até então deu lugar a despiques individuais levados ao extremo e aqui valeu o traquejo de Paulo Abrantes. Ao seu estilo deixou jogar à inglesa mas na hora da verdade não esteve com contemplações e quando expulsou Tiago Paulo por entrada duríssima sobre um adversário, serenou definitivamente os ânimos.

A arbitragem do veterano Paulo Abrantes não interferiu minimamente no resultado da eliminatória. Temos dúvidas naquele lance em que Quinzinho parece ter empurrado Pica pelas costas, mas ele estava a escassos metros do lance e mandou jogar, pelo que não seremos nós, a mais de 60 metros do local, a dizer que não decidiu bem.

A este propósito realce para as palavras do treinador que perdeu o jogo; aconselho vivamente a sua audição, é assim que todos deveriam saber estar …


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