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Quinta, 25 Fev 2021
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POL�TICA
"HÁ INCENDIÁRIOS À SOLTA NA COVILHÃ"
Rádio Cova da Beira
A afirmação é do presidente da câmara municipal que apresentou em conferência de imprensa, os primeiros dados sobre os incêndios que fustigaram o concelho nas últimas duas semanas e que custaram inclusivamente a vida a um bombeiro da corporação da Covilhã.
Por Nuno Miguel em 27 de Aug de 2013
De acordo com o levantamento já efectuado no primeiro incêndio, que envolveu as freguesias de Vales do Rio, Peso e Coutada arderam cerca de 700 hectares no concelho da Covilhã e 600 no concelho do Fundão e os prejuízos rondam os 700 mil euros, sendo que o apuramento total ainda não está terminado. No incêndio do último fim de semana arderam 1950 hectares na encosta da Serra da Estrela, dos quais 700 dentro da zona do parque natural e os danos estão ainda a ser quantificados.

Carlos Pinto deixou um forte apelo a um reforço da acção por parte das forças de segurança uma vez que as circunstâncias em que os fogos deflagraram apontam para a existência de mão criminosa “não se percebe como é que incêndios destes começam durante a noite e portanto estamos perante obra de incendiários que estão à solta no nosso concelho e esta constatação leva-nos a fazer um apelo às autoridades de fiscalização e vigilância, nomeadamente à GNR, para a necessidade de estarem mais no terreno e poderem ajudar a prevenir estas situações e a verdadeira caça que é preciso fazer-se a estes incendiários que não tem perdão”.

Na próxima quinta-feira o autarca covilhanense vai estar reunido com Miguel Poiares Maduro. Ao ministro adjunto, Carlos Pinto vai apresentar três preocupações fundamentais “iremos falar da possibilidade de reparar estes prejuízos a pessoas e empresas; também sobre um reforço dos meios aos bombeiros da Covilhã, cujo material foi exposto a condições de enorme desgaste e também em relação ao próprio município pois nós vamos ter que reconstruir muitas coisas em várias freguesias”.

O incêndio do último fim de semana mobilizou cerca de 300 operacionais, 71 viaturas, duas máquinas de rasto e oito meios aéreos 3 de acordo com o autarca veio reforçar a necessidade de construção da nova barragem das Penhas da Saúde por forma a facilitar o abastecimento em situações de catástrofe como esta “posso dizer que devido ao abastecimento de viaturas e meios aéreos para combate aos incêndios a capacidade da barragem caiu cerca de dez por cento nas últimas três semanas e penso que também esta situação vem comprovar a necessidade de construção da nova barragem”.

Já quanto aos dados do relatório preliminar dos incêndios que Joaquim Matias anunciou que iria apresentar ao secretário de estado das florestas, Carlos Pinto refere que “é o presidente da câmara que tem a primeira responsabilidade concelhia na área da protecção civil e considera que qualquer entidade que apresente relatórios sobre incêndios florestais está a extravasar as suas competências”.

O autarca covilhanense acrescenta que enviou um ofício ao secretário de estado das florestas a este propósito e manifesta dúvidas de que o encontro entre o governante e o presidente da direcção dos bombeiros tenha servido para debater a temática dos incêndios “a informação que eu tenho é que essa reunião foi pedida há alguns meses sobre o regadio e que agora foi aproveitada para anunciar publicamente algo que o secretário de estado não confirma; mas se aconteceu isso lamento muito que haja um aproveitamento eleitoral e um desrespeito pela autoridade de protecção civil do concelho porque a ser assim temos um secretário de estado que está a ajudar em campanha eleitoral e eu não acredito que isso aconteça”.

Já quanto às críticas da CDU de que o antigo aeródromo municipal fez falta aos soldados da paz no combate aos recentes incêndios que fustigaram o concelho, Carlos Pinto refere que essas afirmações “são próprias duma época eleitoral como a que estamos a viver e onde há sempre pessoas que são capazes de aproveitar a tragédia e a desgraça para procurarem tirar alguns dividendos; em primeiro lugar essas pessoas não sabem daquilo que estão a falar e depois esquecem-se de que há um ano já não tínhamos aeródromo, também tivémos incêndios e ninguém falou nosso e portanto eu apelava a que houvesse alguns respeito e que se ouvissem mais essas pessoas a condenar os criminosos incendiários e menos em relação aos aspectos logísticos”.

Na reunião com o ministro adjunto, Carlos Pinto vai ainda solicitar a Poiares Maduro um reforço da acção dos meios do exército no sentido de estes assumirem um papel de maior relevo nas acções de fiscalização e prevenção dos incêndios florestais.


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