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Sexta, 15 Dez 2017
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CULTURA
BELMONTE: 40 MIL NA FEIRA MEDIEVAL
Rádio Cova da Beira
Feira Medieval e do Artesão em Belmonte foi visitada por cerca de 40 mil pessoas durante os 3 dias do certame que este ano bateu não só o recorde de expositores como também o de visitantes.
Por Paula Brito em 20 de Aug de 2013

Mas o aumento do número de visitantes não aumentou o número de vendas, pelo menos em alguns dos expositores ouvidos pela RCB "este ano está fraquito o negócio, o dinheiro é pouco, há muita gente a visitar mas pouca a comprar" admite Cristina Santos. A opinião desta artesã de Belmonte é partilhada pela também belmontense Vera Sousa "é como os de Miranda, miram e andam". Apesar disso ainda se foram vendendo alguns dos doces tradidiconais "têm alguma saída, apesar de nós esperarmos mais porque esta é uma feira boa e nós esperávamos mais gente".

Quem não tem razões de queixa é António Vicente, participa na feira de Belmonte desde há 9 anos e é lá que vende uma boa parte da sua produção anual de mel "tiro à volta de 1.500 quilos por ano e nunca me chega ao novo, na feira costumo vender muito porque já toda a gente me conhece, conhece o meu mel e vêm cá todos os anos, no primeiro dia, sexta-feira, vendi 120 quilos de mel, no sábado 140 e hoje ainda não fiz as contas, mas está a vender-se muito bem". Tal como a sangria que dois "cruzados" apregoam ao som do chocalho pelas ruas feira "sangria fresquinha com direito a caneca de recordação" ouve-se o pregão destes vendedores de sangria que íam já nos 40 litros vendidos. 

Segundo o coordenador da empresa municipal de Belmonte, que organiza desde há uma década a feira medieval, o rigor tem sido a principal batalha da organização. Apesar de ganha, Vítor Teixeira entende que ainda há aspectos que podem imprimir maior rigor à representação da época medieval "será a moeda e as fardas, termos que no futuro criar condições para que haja mais pessoas a vestir os trajes da época dentro da feira e que a moeda que se transaciona dentro da feira seja uma moeda real, isso implica um staff maior e uma organização mais profissionalizada".

Já diz o povo, o futuro a Deus pertence, neste caso pertence ao povo que vai eleger no próximo dia 29 de Setembro o futuro presidente da câmara de Belmonte. Dele dependerá a continuidade do certame.  Na visita que a RCB fez à feira do medieval cruzou-se com um dos candidatos e não resistiu à pergunta. Jorge Amaro garante que se vencer as eleições, a feira é para continuar com duas alterações "a primeira é fazer com que as colectividades e associações do concelho participem da própria feira, ou como figurantes ou como expositores, e depois é ir buscar temáticas que anualmente devem ser diversas dando a conhecer coisas diferentes todos os anos".

Quanto à 11ª edição, regressa no próximo ano, ou não...

 


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