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Domingo, 21 Jul 2019
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DESPORTO
FUTEBOL ? UNHAIS DA SERRA SOMA 4? VIT?RIA CONSECUTIVA
N?o, n?o ? surpresa. O Unhais da Serra est? mesmo embalado e a jogar um futebol apoiado, solid?rio e, aqui e ali bem jogado. ? um futebol ? imagem do seu t?cnico. Ant?nio Real consegue, indiscutivelmente, extrair todas as capacidades dos atletas de que disp?e no plantel. Gere com mestria as situa??es complicadas que a competi??o lhe causa, como por exemplo as quest?es relacionadas com castigos e les?es, alterando a equipa com l?gica e o conhecimento que tem dos seus comandados.
Por José Joaquim Ribeiro em 30 de Sep de 2007

Neste jogo o adversário era um clube com grandes tradições e, por isso, muito difícil de ultrapassar. Começou melhor o Marinhense esta partida, realizada no Paul, com trocas de bola constantes mas sem profundidade e sem constituírem perigo para a baliza de Valezim.  Digamos que foi esta a tendência de jogo nos primeiros 15 minutos. A partir dai o Unhais equilibrou a contenda, teve três incursões pelas faixas laterais, por Cláudio, por duas vezes e por Rubem, mas os cruzamento não saíram com a precisão que esses atletas desejariam. Era, no fundo, um jogo sem oportunidades.

 

O caso do jogo e o momento que tudo decidiu ocorreu entre os 33 e os 35 minutos. Cláudio ensaiou uma jogada individual, flectindo do centro para a direita, até que, a cerca de 10 metros da linha de área é derrubado por um adversário. Claúdio, com uma atitude irreflectida virou-se de forma repentista para o seu adversário, sendo este gesto considerado pelo árbitro do encontro como de tentativa de agressão, que na verdade não aconteceu. O facto é que Cláudio viu o cartão vermelho deixando a sua equipa reduzida a 10 unidades. Para cobrar a falta que originou a anterior situação se encarregou Brigida. Este viu que a barreira adversária não estava bem formada e, de forma inteligente, colocou a bola ao primeiro poste, sem hipótese, para o guardião Marco que, como mandam os livros cobria o segundo poste.

 

Foram dois momentos diferentes: de infelicidade pela expulsão de Cláudio e de felicidade pelo golo obtido.

 

Com 55 minutos para se jogar era necessário que os atletas serranos soubessem controlar o jogo sem correrem muitos riscos. Foi exactamente o que aconteceu. Os jogadores do Unhais passaram a jogar mais juntos nas acções defensivas e com transições rápidas nas acções ofensivas. Foi em duas dessas transições rápidas que esteve eminente o segundo golo para os da casa, ambos por Vaz Alves. Numa das ocasiões o ex-atleta fundanense falha escandalosamente aquele que podia ter sido o segundo golo.

 

Este método, utilizado por António Real, não deu espaços para que o Marinhense pudesse acercar-se da baliza de Valezim. Aliás, Valezim só teve que se aplicar aos 83 minutos quando Pedro Emanuel rematou de cabeça, naquele que foi o lance mais vistoso e de maior perigo dos forasteiros.

 

Vitória justa, por 1-0, alcançada com muito espirito de sacrifício e grande solidariedade entre todos os atletas serranos.

 

Quatro jogos quatro vitórias, líder isolado da série D do Campeonato nacional da 3ª divisão. Quem poderia acreditar que isto iria acontecer ?

 

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