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Segunda, 23 Jul 2018
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DESPORTO
PEDRÓGÃO S.PEDRO 4 PROENÇA-A-NOVA 2
Ao vencer um adversário directo na luta pelo acesso à segunda fase da Liga Piornos, a equipa de Xana deu um passo de gigante para conseguir esse objectivo. E não foi fácil vencer a turma de Quim Manuel, longe disso!
Por João Perquilhas em 16 de Feb de 2009

Separadas por um ponto na tabela classificativa, ambas as equipas sabiam da importância deste jogo que poderia ser decisivo no alcançar da segunda fase do campeonato para quem vencesse.  Os donos do terreno entraram mais fortes, ganhando 3 pontapés livres nos primeiros dez minutos de jogo nas imediações da área contrária, mas daí não surgiram problemas de maior para a defensiva forasteira.

Ao décimo minuto o Proença contra-atacou com rapidez mas Fábio, bem servido por Acácio, rematou ligeiramente ao lado. Era o aviso da turma do pinhal, que mostrava vir discutir o resultado a Pedrógão.

Contudo, aos poucos os da casa foram ganhando algum ascendente na partida, e a baliza de Almeida passava por constantes sobressaltos. Aos 24`e também aos 30`o golo esteve perto de acontecer, mas na primeira situação o capitão Bruno Rodrigues com uma leitura perfeita do lance evitou que Ruben Nunes ficasse isolado e na seguinte seria Pequito perto da linha de golo a evitar que Filipe festejasse. No seguimento desse alívio Almeida mostrou credenciais, defendendo com a pontinha dos dedos um remate com selo de golo.

Esta sequência de ataques continuados por parte do Pedrógão manietava então os de Proença que voltariam a passar por outro grande momento de sobressalto quando aos 38`Hélder Filipe, com a baliza à sua mercê, desperdiçou a mais soberana oportunidade de golo de toda a primeira parte.

A turma de Quim Manuel jogava então em claro contra-ataque e ao minuto 42 valeu a atenção de Carlos Soares que com uma defesa com os punhos tirou autenticamente o pão da boca a Nuno Alves, solto ao segundo poste. O aviso estava dado e pouco depois o excelente ponta de lança não perdoou! Decorria o minuto 45 quando numa rápida descida até à área da casa, Nuno Alves tabelou com um companheiro e apareceu em zona de finalização a rematar fortíssimo para o fundo das redes da baliza do Pedrógão.

Para a segunda metade o cariz do jogo não se alterou: o Pedrógão a dominar e a correr atrás do prejuízo, e o Proença a jogar no erro do adversário tentava ampliar a vantagem.

 Dez minutos após o reatamento Caronho com um corte providencial evitou que Bruno Rodrigues ficasse na cara do golo e ampliasse o resultado e pouco depois o caso do jogo. Hélder Filipe entrou na área, Almeida saiu ao seu encontro e o avançado pedroguense estatelou-se no pelado. Nós tomávamos apontamentos e já só vimos a parte final do lance, mas árbitro estava próximo da jogada e de imediato apontou para a marca de grande penalidade, pelo que não podemos ter opinião sobre a justeza ou não da sua decisão. Caronho chamado à conversão não esteve pelos ajustes e devolveu o empate á partida.

Este lance mexeu e de que maneira com a equipa de Proença… Big que tinha sido substituído momentos antes e se encontrava ainda junto ao banco de suplentes acabou expulso por pretensas palavras dirigidas ao árbitro Márcio Lopes e a turma de Proença com os nervos à flor da pele perdia estabilidade e organização.

Fruto disso, Caronho (68`) ganhou o esférico a meio campo, galgou metros sem oposição, e na zona da meia-lua decidiu-se pelo remate que só parou no fundo das redes de Almeida. Grande golo do centro campista de Pedrógão que confirmava a reviravolta no marcador.

O Proença ainda tentou equilibrar e Acácio ainda ameaçou (75`) cabeceando ao lado após um ataque bem delineado pelo lado direito do seu ataque, mas o Pedrógão mostrava-se agora implacável e voltou a marcar no minuto seguinte, desta feita por intermédio de Filipe, sentenciando a partida.

Acácio seria expulso pouco depois e o 4-1 aconteceu de forma natural à passagem do minuto 86 com Filipe a bisar, tal como o seu companheiro Caronho.

Quem não quis ficar atrás foi Nuno Alves que também conseguiria o seu (e da equipa) segundo tento, quando aos 90`aproveitou da melhor forma um desentendimento entre Carlos Soares e os seus centrais, fixando o resultado final.

Foi em suma um bom jogo de futebol com a vitória caseira a ser valorizada pela excelente réplica forasteira.

Num jogo difícil a arbitragem de Márcio Lopes teve alguns momentos conturbados. Quando assinalou o penalty estava próximo do lance e terá tido a certeza de que Almeida derrubou Hélder Filipe, pelo que lhe damos o benefício da dúvida. Na expulsão de Acácio seguiu os regulamentos embora o cartão amarelo fosse, quanto a nós, o adequado face ao desenrolar do jogo e na expulsão de Big por palavras vindas do banco de suplentes, não podemos afirmar se foi ou não ele a dirigir os impropérios…


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