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Sábado, 22 Set 2018
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DESPORTO
VALVERDE PERDE PONTOS POR CULPA PRÓPRIA
O jogo foi muito táctico, com os dois conjuntos, Valverde e Vilarregense, a arriscarem pouco em termos ofensivos mas com os jogadores a terem um desempenho e atitude que não merece ser questionado.
Por José Joaquim Ribeiro em 15 de Feb de 2009

Como seria de esperar a equipa de Micas foi aquela que mais ocasiões de perigo criou, foi aquela que teve mais posse de bola e foi também a que mais evidenciou as carências de finalização. Não foram muitas as oportunidades de golo que a equipa criou. Contamos apenas quatro, duas na primeira parte e outras tantas no segundo período, com uma delas a ser desperdiçada de forma escandalosa. A equipa que veio de Vila de Rei ficou-se apenas por uma boa ocasião no decorrer da segunda parte.

Na primeira parte a ocasião de possível golo para a equipa da casa aconteceu à passagem do minuto 19, numa jogada de bom recorte técnico, com a bola a passar por vários jogadores e com Janilson, já dentro da área e numa zona quase frontal, a desperdiçar ao rematar muito por cima da barra da baliza de Baia; a segunda situação de golo aconteceu aos 24’ , desperdiçada por Daniel Alves que não conseguiu chegar a tempo de emendar um livre batido por Miguel Duarte. A bola foi colocada ao segundo poste onde saltaram vários jogadores mas com Daniel Alves a ganhar em esforço aos adversários mas a não conseguir acertar no esférico. Por aqui se ficaram as oportunidades de golo para a equipa da casa, na primeira parte.

No segundo tempo o Valverde esticou-se mais no terreno e nos primeiros cinco minutos conseguiu criar as duas mais flagrantes oportunidades para marcar. Aos 47 foi Gonçalo a ganhar posição na área, teve tudo para alvejar a baliza mas o remate saiu cruzado, passando ao lado do poste contrário do Vilarregense, depois foi o desperdício da mais flagrante das ocasiões. A jogada desenvolve-se pelo lado esquerdo a bola é colocada em Pina, que se encontrava na meia lua, serviu de forma perfeita Janilson que, precipitadamente, rematou muito por cima, quando se encontrava em zona frontal e sem grande oposição.

A partir daqui o Valverde manteve um grande ascendente sobre o seu adversário, jogando quase sempre dentro do meio campo do Vilarregense mas o que é um facto é que não voltou a ter nenhuma ocasião para poder marcar. Muito chuveirinho para a área adversária, muito jogo individual e muita atrapalhação na zona onde se decidem os jogos. A defesa de Vila de Rei foram chegando para as encomendas.

Com a postura ofensiva do Valverde o Vilarregense passou a ter mais espaço para ensaiar os contra-ataques, uma forma de jogo que nos pareceu mais adequada para os pupilos de Pedro Sampaio, mas não com os jogadores que iniciaram a partida. A entrada de Pica, aos 67 fez com que os lances de contra pé fossem bem mais conseguidos, numa dessas incursões, aos 76’, podiam, inclusive ter marcado. Pica conduz o esférico pelo lado direito, vai à linha, cruza para a zona de baliza onde Vidrinhos chega atrasado para a emenda. Enfim, foi uma partida em que os jogadores tiveram uma grande atitude e entrega total mas a não conseguirem produzir um futebol agradável e com grandes emoções.

A haver um vencedor esse vencedor deveria ter sido o Valverde, mas na nossa opinião a equipa da casa ficou a dever a si própria a vitória no jogo. O empate foi um prémio para a equipa de Vila de Rei, que não deixou que a sua baliza passasse muitas vezes por grandes apuros.

O árbitro André Nunes pareceu-nos ter ajuizado quase sempre bem os lances e nas expulsões, por acumulação de cartões amarelos, de Daniel Santos e Chalita, limitou-se a cumprir os regulamentos.


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