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Segunda, 06 Abr 2020
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SOCIEDADE
RUI ESTEVES ALERTA PARA COMPORTAMENTOS DE RISCO
Rádio Cova da Beira
Desde o início do ano e até ao passado dia 8 de Julho, no distrito de Castelo Branco, registaram-se 136 incêndios florestais com uma área ardida “residual”. Mas se o combate aos fogos está “próximo da excelência”, há ainda muito a fazer na prevenção “continuamos a assistir à promiscuidade entre os matos e os aglomerados populacionais” diz Rui Esteves em entrevista à RCB.
Por Paula Brito em 22 de Jul de 2013

Segundo o comandante operacional distrital o número de incêndios tem vindo a estabilizar nos últimos anos, e apesar de ter estabilizado para metade, “precisamos reduzir o número de incêndios, porque se tivermos muitos incêndios em simultâneo, há uma dispersão de meios e uma maior dificuldade de extinguir o incêndio à nascença”.

Em entrevista ao programa “Flagrante Directo” da RCB, Rui Esteves alerta para os comportamentos de risco que têm sido responsáveis por boa parte dos incêndios florestais que se registaram durante a vaga de calor que levou o distrito durante uma semana a temperaturas acima dos 35º “e continuamos a ter práticas agrícolas como se se tratasse de um período sem risco, continuamos a utilizar ceifeiras, grades de disco, moto-roçadoras, moto-serras, que têm sido responsáveis por grande número de incêndios”. Rui Esteves aconselha a utilização destes equipamentos fora do período entre as 11h e as 16h”.

Mas não são só os comportamentos de risco os responsáveis pelos incêndios, a falta de ordenamento e prevenção continuam a ser os grandes inimigos da floresta “não só a falta de prevenção e ordenamento, mas também a falta de limpeza à volta das próprias habitações junto a aglomerados populacionais e no caso vertente apesar de estar regulamentada a legislação não é aplicada”.

Até final do próximo mês de Setembro decorre a fase mais crítica de combate a fogos florestais e também a que envolve mais meios. No caso do distrito de Castelo Branco mais de 700 operacionais, apoiados por 146 equipas e 142 veículos estão no terreno e contam ainda com uma rede de 21 postos de vigia que segundo o comandante tem sido essencial na detecção e sobretudo na localização do incêndio à nascença.


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