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Terça, 12 Nov 2019
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SOCIEDADE
CARAVANA PELA EDUCAÇÃO NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
A destruição da escola pública não é uma inevitabilidade. A ideia deixada por Miguel Tiago, deputado do PCP na assembleia da república durante um debate sobre o tema organizado pela Fenprof no âmbito da caravana nacional que está a percorrer todos os distritos do país.
Por Nuno Miguel em 29 de May de 2013

Para Miguel Tiago "a política de destruição da escola pública foi iniciada nos últimos governos do PS com o objectivo de os jovens ingressaram mais desqualificados no mercado de trabalho; está a procurar abrir-se a campos como o da formação profissional o que colide com outras respostas que estão a ser dadas nesse sentido e por isso não faz nenhum sentido que, a pretexto da crise, se venha colocar em causa o conceito da escola tal como ela está consagrada na constituição".

De acordo com o representante do Bloco de Esquerda uma das faces mais visíveis do ataque à escola pública é a constituição de mega-agrupamentos. Uma opção que, de acordo com Tiago Cruz "apenas trás desvantagens aos estabelecimentos de ensino, colocam-se professores em horário zero e não se tem em conta as reais necessidades dos alunos apenas devido a uma questão economicista".

Apesar de todos os partidos políticos com assento na assembleia da república terem sido convidados a participar neste debate, PSD, CDS e PS não enviaram qualquer representante. Uma opção lamentada pela coordenadora distrital do sindicato de professores da região centro "os partidos da troika optaram por não estar presentes apesar do convite que lhe fizemos e inclusivamente abrimos a porta à presença de representantes que não fossem deputados mas nem assim quiseram debater este tema connosco".A "caravana da educação" é uma acção que está a ser desenvolvida, a nível nacional pela Fenprof e que, afirma Dulce Pinheiro "pretende defender a manutenção do actual modelo de escola pública, dando a conhecer à comunidade o que de melhor se faz nos diferentes estabelecimentos de ensino".

Na Covilhã o anfiteatro Martir-In-Colo foi o local escolhido para a realização dum conjunto de actividades como música, dança, pintura ou demonstrações de robótica, numa acção que envolveu mais de uma dezena de escolas e quase uma centena de alunos.

Dulce Pinheiro refere que "a receptividade mostrada pelos estabelecimentos de ensino veio demonstrar a qualidade do trabalho realizada pelas escolas e nós não podemos aceitar um conjunto de medidas que nos estão a ser propostas como os horários de 40 horas ou novos cortes salariais; é também por isso que aqui estamos".


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