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Sábado, 22 Jan 2022
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CULTURA
“O FORAL RESGATADO DO SILÊNCIO DOS SÉCULOS”
Rádio Cova da Beira
Atalaia do Campo está a comemorar 800 anos de foral com a edição de um livro que conta a história deste foral que permaneceu durante séculos na penumbra e que foi trazido à luz do dia por Candeias da Silva.
Por Paula Brito em 29 de Apr de 2013

O historiador, natural do concelho do Fundão, descobriu o documento, na década de 80, na Torre do Tombo, até então indevidamente atribuído a uma outra Atalaia pertencente a Vila Nova da Barquinha “e quando vejo referências a Castelo Novo, Ribeira da Póvoa e outros topónimos que me eram tão familiares, eu disse aqui há gato, este foral não pode ser da Barquinha, este foral é de Atalaia do Campo”. 

Mas a história deste foral tem particularidades e curiosidades que o  investigador não quis deixar passar em claro na cerimónia de edição do livro. A primeira é que este “é dos raros forais privados, atribuído em 1212 por um senhorio de Castelo Branco, D. Joanes, a 9 casais que lhe dariam a sétima parte de tudo o que produzissem”.

Em 1318 o foral desaparece e o novo senhor daquelas terras mandou o seu tabelião transcrever “verbo a verbo” o teor da carta de povoamento datada de 1212. E assim se manteve até 1449 quando o foral já se encontrava muito danificado “lá vão outra vez à chancelaria, do rei D. Afonso V, para dar o treslado do que tinha sido copiado em 1318.” 

Só em 1570 D. Sebastião concede um foral novo a Atalaia actualizando o documento que tem uma história repleta de curiosidades e particularidades que segundo Candeias da Silva, o tornam único.  

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