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SCC: JOSÉ MENDES VOLTA ATRÁS
Rádio Cova da Beira
Depois de mais uma assembleia geral (AG) em que não surgiram listas para o triénio 2013-2016, no Sporting da Covilhã, o presidente José Mendes, reconsiderou e admitiu recandidatar-se. O dirigente já tinha deixado claro que pretende abandonar o cargo, intenção que mantém, mas, caso não encontre ninguém "credível, competente e humilde para o clube" que o substitua, aceita avançar mais 3
Por Miguel Malaca em 21 de Mar de 2013

A assembleia geral eleitoral de ontem, e que foi inconclusiva, prossegue no próximo dia 2 de abril, às 20h30.

José Mendes admitiu, perante uma plateia de 50 sócios, continuar a liderar o clube serrano, mas deixou fortes criticas à autarquia local (Câmara Municipal), imputando-lhe culpas por não honrar os compromissos assumidos aquando da celebração nos últimos 3 anos, de alguns protocolos.

" Estamos cansados e nesta situação, de devermos dinheiro, porque alguém não cumpriu com os compromissos assumidos nestes últimos 3 anos, nomeadamente a Câmara Municipal da Covilhã, que não nos pagou o que estava protocolado. Porquê esta situação criada desde da últimas eleições? Prejudicaram-nos porquê? Não entendo estas gueras que me fizeram. Sempre quis unir o clube, não consegui, infelizmente. É dever deles (entidades) ajudarem o SCC. Estou desmotivado e farto de tudo isto, não do clube nem dos sócios, mas quero ir-me embora. Os criticos, só sabem falar bem, não aparecem. Gostava de os ver aqui para cara a cara lhes dizer tudo, mas infelizmente não estão cá, nem se candidataram. Uma vergonha, uma tristeza." Referiu em tons de desabafo, José Mendes.

Apesar da edilidade covilhanense tere dado apenas esta época 50 mil euros, "o clube serrano já recebeu 36 mil, segundo referiu o líder dos "leões da serra", durante a AG. No total destes últimos 3 anos, a CM Covilhã, para além do apoio logistico e cedência e utilização de instalações desportivas da cidade, subsidiou o SCC, em 215 mil euros, dos 380 mil protocolos." Acrescentou o presidente do clube.

Contando com o total apoio dos sócios presentes a uma futura recandidatura, o associado Carlos Mendes propôs, no final, um voto de louvor à direcção pelo trabalho realizado, na qual foi aprovado por unanimidade. 

Entretanto, à margem da assembleia geral eleitoral, a RCB teve acesso à carta enviada pelo ex-presidente da MAG do SCC, a Luís Veiga, dando conta do seu descontentamento pela realização desta reunião magna, que a considra "ilegal", explicando porquê.

"Tomando conhecimento que V. Excia, decdiu efectuar a assembleia geral eleitoral no dia 20 de março, e sendo do conhecimento público que desde do passado dia 12, não haver qualquer lista concorente, tal como diz o artigo 39º -nº4, que as assembleias gerais eleitorais funcionam sem debate, procedendo-se apenas à votação, pergunto: Ao abrigo de que norma estatutária teve lugar esta Assembleia Geral? Pode ler-se do documento escrito.

António Lopes, acrescenta que "como de costume e irresponsavelmente, mais uma vez, se aproveitou para se questionar a Câmara Municipal da Covilhã, principal apoiante do clube, e as costumadas provocações aos "criticos", na qual me incluio, já que o senhor presidente da direcção neles faz questão de me mencionar. Esta Assembleia geral é ilegal, e eu não participo em AG ilegais, daí pedir-lhe que marque o mais rapidamente possível uma assembleia geral extraordinária para se debater a real situação do clube(fala-se num passivo de 400 mil euros), promover a unidade e empenho de todos os sócios e nomear uma comissão administrativa para gerir os destinos do clube até marcação de eleições, com a grandeza das últimas e com a grandeza do Sp. Covilhã. O clube tem soluções. Não tem é a solução que alguns pretendem." Concluiu o ex-dirigente serrano.

Luís Veiga, relativamente a esta questão, reconhece que de facto, "nas assembleias gerais eleitorais realmente não se fala, vota-se, mas o que estava em causa era e é o futuro do SCC, daí que tivesse proposto aos sócios, que não partíssemos de imediato para a constituíção de uma Comissão Administrastiva e pudessemos discutir o clube. Os sócios assim concordaram comigo e aconteceu que, é bem possível, de facto, que José Mendes se recandida-te outra vez. è o meu desejo e da grande maioria dos associados aqui presentes e outros. Espero que assim seja e aconteça no dia 2 de abril." Quanto aos criticos, o presidente da MAG disse à RCB que " Os criticos? Desde das últimas eleições que não aparecem." Rematou. 

A assembleia geral eleitoral no Sporting da Covilhã ficou assim suspensa por 13 dias.

Dois de abril, às 20h30, a expectativa continua. 

 

 

 

 


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