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Quinta, 18 Jul 2019
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POLÍTICA
PROPOSTA DE ALIENAÇÃO DOMINA ENCONTRO EM ORJAIS
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã deliberou alienar os terrenos em frente ao mercado municipal com o objectivo de ali instalar a ampliação da empresa Teleperformance para acrescentar mais algumas centenas de postos de trabalhos aos 480 que a empresa criou no 3.º piso do mercado.
Por Paula Brito em 17 de Mar de 2013

A proposta do município consiste em consultar o mercado e esperar por propostas de eventuais investidores tendo em conta 3 premissas “o custo dos terrenos nunca ser inferior a 250 mil euros, o montante do aluguer que a câmara pagará e o número de anos a que estará obrigada a esse aluguer” explica o presidente da câmara municipal, Carlos Pinto.

A proposta é “criativa” diz Vítor Pereira, mas o autarca socialista pretendia adiá-la “algumas semanas” para posterior avaliação. Também para João Esgalhado a proposta deveria ser mais específica já que segundo o autarca trata-se de um empréstimo encapotado. Carlos Pinto não retirou a proposta e Pedro Farromba acusou ambos de insensibilidade para as questões do emprego. Segundo o vice presidente da autarquia covilhanense em causa está a criação de “pelo menos dobro dos postos de trabalho”.

Vítor Pereira diz que Pedro Farromba não é O “paladino das questões do emprego e do desemprego na Covilhã”. O vereador do Partido socialista pede menos drama e chantagem no discurso “não nos queiram por entre a espada e a parede, não dramatizem, isto é a política do funil, esta é a única solução e depois tentam diabolizar a oposição como uns malandros que não querem investimento na Covilhã”.

Perante a perspectiva da proposta vir a ser chumbada, foi Pedro Silva que acabou por resolver o impasse “ se ficar definido que independentemente do número de concorrentes, a decisão final seja do órgão, não vejo qualquer problema em viabilizar esta proposta”.

Carlos Pinto diz que não podia ser de outra maneira, Vítor Pereira anuiu à proposta de Pedro Silva e a alienação do terreno acabou por ser aprovada com 8 votos favoráveis e a abstenção de João Esgalhado que entende que tem que haver um limite no apoio público dado às empresas para se instalarem no concelho sob pena de se entrar na “estatização da sociedade”. Por isso na declaração de voto, João Esgalhado deixou uma sugestão “que se assegure por parte das empresas um conjunto de anos de utilização do equipamento que racionalize o investimento que é feito”.

O tema dominou boa parte da reunião que decorreu em Orjais. A proposta acabou por ser aprovada, aguarda-se agora a resposta do mercado. 


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