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Sexta, 18 Out 2019
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CULTURA
TERMAS ROMANAS À ESPERA DE MUSEALIZAÇÃO
Rádio Cova da Beira
As termas do Ervedal, descobertas na freguesia de Castelo Novo em 2010, comprovam a importância da Beira Interior há dois mil anos atrás. O complexo termal, depois de musealizado, será um novo núcleo do museu do Fundão e um novo ponto de interesse no concelho.
Por Paula Brito em 06 de Mar de 2013

João Mendes Rosa, director do museu arqueológico municipal do Fundão, explica o que existe no local, já a descoberto “nós temos não uma mas duas termas com vários compartimentos delineados: as piscinas de água fria, de água tépida, de água quente, e a apropriação daquele núcleo é bom que aconteça, aliás há todo o empenho da câmara municipal, temos dados passos significativos para o passo final que é a musealização”.

Segundo aquele responsável, as termas do Ervedal têm uma mensagem histórica associada que é preciso passar “há dois mil anos vivia-se na Beira Interior da mesma maneira que se vivia num outro ponto de Itália ou França, sob o ponto de vista unificador romano. São uma termas que espelham bem o universalismo da cultura romana, e nós encontrámos materiais dessa cultura que foi vivida e fruída na encosta da Gardunha”.

João Mendes Rosa recorda a importância do termalismo para o povo romano “o termalismo é uma noção tipicamente romana, e não tem nada a ver com higiene ou saúde, está a associada a uma prática social e cultural - ir às termas para ouvir poesia, falar, ver um amigo, ver uma peça de teatro -  e essa cultura existiu aqui de forma arreigada”.

As escavações na quinta do Ervedal, na freguesia de Castelo Novo, continuam mas o que foi trazido à luz do dia já é suficiente para comprovar a importância do complexo termal romano e musealizar aquele espaço.



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