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POL�TICA
RETIRADA DE COMPETÊNCIAS A CARLOS PINTO É CENÁRIO PROVÁVEL
Rádio Cova da Beira
Em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, Pedro Silva afirma que a hipótese “está em aberto”. O autarca garante ainda que só abandona o cargo de vereador na câmara da Covilhã se o Partido Social Democrata lhe retirar a confiança política.

Por Paula Brito em 25 de Feb de 2013

Em entrevista à RCB, Pedro Silva confirmou o envio ao PSD local, distrital e nacional de um e-mail onde se predispõe a dar todos os esclarecimentos necessários sobre as posições que tem assumido no executivo. Na missiva, Pedro Silva mostra-se ainda disponível para abandonar as funções de vereador se for esse o entendimento do partido “se o partido, quer seja a comissão política concelhia, distrital ou nacional, me disser que a partir de hoje, devido à sua postura, votação, posição ou seja naquilo que for, que o sr. esclareceu mas os seus esclarecimentos não colheram, retiramos-lhe a confiança política, eu nesse mesmo dia dirijo uma carta ao sr. presidente da câmara a renunciar ao mandato”.

 Militante do PSD, eleito em 2009 na lista liderada por Carlos Pinto, Pedro Silva entregou em Novembro todos os pelouros ao presidente da câmara da Covilhã que veio recentemente pedir a sua demissão do cargo. Pedro Silva diz que do ponto de vista legal ou moral não há qualquer motivo para abandonar a vereação a não ser que o PSD lhe retire a confiança política.

Pedro Silva lamenta ainda o braço de ferro que tem levado o presidente da câmara da Covilhã a não agendar os temas solicitados pelos vereadores sem funções executivas e pelo PS. Entre eles está a colocação de 8 luminárias junto à empresa Tessimax “não estou para pactuar com situações que põem em risco pessoas que procuram ganhar a vida e ao mesmo tempo faço parte de uma câmara que utiliza o emprego e a captação de empresas como uma bandeira, há aqui qualquer incoerência na decisão com a qual eu não estou de acordo”.

 A justificação de Carlos Pinto para não agendar o assunto é que é uma competência do presidente e não do órgão, Pedro Silva recorda que o órgão pode a qualquer momento retirar-lhe as competências que nele delegou “se nós virmos, ou se eu vir, que algumas competências terão que regressar ao órgão não vejo qualquer problema nisso”. Segundo o autarca, “há competências que são delegadas pelo órgão no presidente e o órgão tem competências para dentro desse leque fazer uma reavaliação e fazê-las regressar ao órgão”.

Pedro Silva garante que vai estar esta terça-feira nas reuniões do Ourondo: uma privada outra pública. A primeira solicitada por Pedro Silva, João Esgalhado e os vereadores do PS para discutir e aprovar um novo regimento da câmara municipal, a segunda para dar sequência à reunião pública que se deveria ter realizado no Ourondo e não aconteceu por falta de quórum. 

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