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Terça, 19 Fev 2019
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SOCIEDADE
"QUIS EVITAR DESTRUIÇÃO DO SNS"
Rádio Cova da Beira
Ana Jorge aceitou o cargo de ministra da saúde para evitar uma destruição dum verdadeiro serviço nacional de saúde, acessível a todos os utentes e tendencialmente gratuito. A revelação feita pela última titular da pasta dos governos do Partido Socialista durante uma conferência na faculdade de ciências da saúde da UBI onde abordou a temática “o médico como político”.
Por Nuno Miguel em 17 de Jan de 2013

Ana Jorge admite ter ficado surpreendida quando foi convidada para assumir o ministério da saúde e apenas aceitou esse repto para travar o desmantelamento do SNS "já na altura existiam aspectos, como por exemplo as carreiras médicas, em que era necessário defender um verdadeiro serviço nacional de saúde e por isso é que aceitei liderar o ministério".

A antiga ministra da saúde teceu ainda críticas ao actual governo sobre as funções sociais do serviço nacional de saúde. Para Ana Jorge "os verdeiros social democratas defendem a manutenção do actual regime do SNS ao contrário do que sucede com os actuais responsáveis da pasta que trouxeram de novo o tema para a discussão pública devido a questões ideológicas"

Ana Jorge recorda que enfrentou tempos conturbados na liderança do ministério da saúde como o encerramento de serviços de urgência, a chegada a Portugal da gripe A e a contestação quanto aos gastos anuais com medicamentos. A antiga ministra da saúde reconhece que "nem sempre é fácil encontrar o momento político certo para justificar algumas decisões técnicas"

Uma conferência onde Ana Jorge defendeu uma reforma profunda do sub sistema da ADSE "uma vez que os descontos não são suficientes para assegurar o seu financiamento na totalidade" e onde considera que há que ter atenção sobre as verdadeiras razões que estiveram na origem da diminuição da afluência dos cidadãos aos serviços de urgência hospitalar "temos que estar atentos e saber se isso se deve a uma melhor articulação entre a rede primária e a de cuidados hospitalares ou se está relacionado com o aumento das taxas moderadoras".


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