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Domingo, 15 Dez 2019
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SOCIEDADE
VOTAÇÃO DO ORÇAMENTO REFLECTE MOMENTO POLÍTICO QUE VIVE A COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
Com o PSD em silêncio e o PS a duas vozes, a abstenção do presidente da junta de Aldeia de S. Francisco de Assis traz à luz do dia mais uma ruptura. A foto de família é de Outubro de 2012, hoje uma família de costas viradas.
Por Paula Brito em 29 de Dec de 2012

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Presidente da junta de Aldeia de S. Francisco de Assis absteve-se na votação do plano e orçamento da câmara da Covilhã para o próximo ano. Em causa está a ausência de verbas para a pavimentação da estrada municipal 512 entre a sua freguesia e o Ourondo. José Luís Campos não quis deixar de manifestar sua “imensa desilusão no que diz respeito à forma como o orçamento trata a EM 512, pelo estado deplorável em que se encontra e com a recente informação que não há verbas para a sua pavimentação”.   

O presidente da assembleia municipal da Covilhã não deixou José Luís Campos terminar a declaração de voto por estar a exceder o tempo previsto, mas no documento entregue à mesa, aos líderes das bancadas e à comunicação social pode ler-se que o autarca lamenta que “a gente do sul tenha que pagar uma vingança pessoal" e que alguém o tenha colocado "na lista negra da câmara da Covilhã por razões que anunciarei em tempo oportuno.” O autarca diz que apesar de há dois dias ter confrontado a câmara com a existência de toutvenant, gravilha, maquinaria e combustível gratuito, a câmara terá dito que só avançaria com a obra se a Beralt tin desse um milhão de euros. Confrontado com a situação no final da assembleia, Carlos Pinto diz que tudo não passa de “um conjunto de disparates” e que as obras vão avançar “dentro de pouco tempo” do Ourondo para Aldeia de S. Francisco de Assis “uma estrada de cinco quilómetros tem que se começar por algum lado e vai começar do Ourondo para lá”.

Esta é de resto uma das obras do plano de actividades para 2013 que o autarca enumera quando convidado a destacar as principais obras para o próximo ano “destacaria as obras de acessos àquilo que está a ser feito pela PT, a estrada do Ourondo para Aldeia de S. Francisco que espero em Julho cheguemos à ponte do cruzamento do Fundão, a estrada do Ferro, o funicular, e as obras que vão reforçar a mobilidade na cidade, são obras que nesta altura têm significado muito grande”.

As obras das grandes opções do plano e orçamento aprovados pela assembleia com os votos contra da CDU, BE e parte da bancada do Partido Socialista. Romeo Afonso foi o porta voz da bancada do PS que votou contra por não se rever neste orçamento que continua "a orçamentar 100 para executar 30 só que desta vez com uma obrigação decorrente do Pael de executar 60, valor nunca alcançado por este executivo”.

Perante o silêncio da bancada do PSD, que não se pronunciou sobre os documentos, foi o próprio executivo, na voz do vereador Luís Barreiros, a fazer a análise política ao historial de votações do PS nos últimos mandatos “o PS nos primeiros 3 anos de cada mandato vai-se abstendo, no último ano vota contra, no ano em que se apresenta a eleições, e tem corrido mal, é de verificar este facto”. Um facto quebrado este ano por 3 elementos da bancada do PS que optaram pela abstenção indo contra o sentido de voto da bancada, segundo Nélson Silva por uma questão de coerência “as prioridades não se alteraram, este orçamento segue a linha de orientação de anteriores”. Para além de Nélson Silva, Carlos Casteleiro e Joana Sardinha foram os restantes membros da bancada do PS a optar pela abstenção.

Para Vítor Reis Silva, da bancada da CDU, nem só de reduções vivem os documentos “o plano de acção municipal passa de uma previsão de 12,2 milhões de euros para 15,5”, números que para o deputado reflectem “opções viradas para o momento político eleitoral ano que aí vem”.

  

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