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Quarta, 13 Nov 2019
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POLÍTICA
TODOS CONTRA A REFORMA
Rádio Cova da Beira
Autarcas do concelho da Covilhã rejeitam a uma só voz as propostas da unidade técnica para a reforma do poder local que apontam para a agregação de 17 freguesias naquele concelho.
Por Nuno Miguel em 28 de Nov de 2012

Na última reunião da assembleia municipal, em que o tema foi analisado, as primeiras críticas foram do presidente da junta de freguesia do Ourondo. José Rito rejeita qualquer agregação entre a freguesia que dirige e Casegas, tal como é proposto pela unidade técnica "não é por ser Casegas mas sim porque esta lei não faz qualquer sentido". Já António Ramos, presidente da junta de freguesia de Casegas, entende que esta proposta representa "uma enorme falta de respeito pelas duas freguesias".

Outra das propostas passa pela agregação entre Vila do Carvalho e Cantar Galo. Uma medida que José Carrola repudia "somos uma das freguesias mais recentes do concelho da Covilhã e esta proposta é totalmente inaceitável". Já o presidente da junta de Vila do Carvalho garante que a localidade "não abdica de ser sede de freguesia".João Paulo Baptista considera que "chegou a hora de dizer basta as alterações aos limites que a freguesia conheceu ao longo das últimas décadas".

Separadas por escassos quilómetros, as freguesias do Barco e da Coutada também não pretendem voltar a agregar-se. Jerónimo Barata, autarca do Barco refere que a desanexação da Coutada da freguesia que dirige foi feita há menos de 30 anos e esta proposta "vai voltar a trazer uma desunião entre as duas localidades".Já o presidente da junta da Coutada, Carlos Francisco, vai mais longe nas críticas "se esta proposta for aprovada, fica em causa a minha continuidade no cargo até final do mandato"

Na mesma situação encontra-se a freguesia do Peso, a quem é proposta de novo a anexação de Vales do Rio. Fernando Casteleira, presidente da junta, rejeita essa ideia e considera que "ao contrário do que nos é dito ela não vai trazer quaisquer poupanças financeiras e se quiserem o ordenado do presidente, do secretário e do tesoureiro nós também o damos". Também  o presidente da junta de freguesia da Vales do Rio, João Casteleira,  se mostra indignado com esta proposta "eu até chorei na última assembleia de freguesia porque aquilo que querem fazer é um crise".


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