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Sexta, 22 Nov 2019
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SOCIEDADE
LEONOR PARREIRA RECEBIDA COM PROTESTOS
A secretária de estado presidiu ontem, na UBI, à cerimónia de entrega de prémios de mérito científico a quatro docentes daquele estabelecimento de ensino superior, mas à chegada ouviu o protesto de várias dezenas de dirigentes sindicais que se mostram muito preocupados com os cortes financeiros para a área da educação que, de acordo com a proposta de orçamento de estado, vão rondar os 5% em 2013.
Por Nuno Miguel em 27 de Nov de 2012

Fernandes de Matos, porta voz das estruturas sindicais refere que estes cortes vão prejudicar o funcionamento das instituições e criar uma pior escola "há instituições que já admitem encerrar durante alguns períodos do ano, como nas férias de natal, para poupar custos; outras dizem que já não tem dinheiro para aquecimento e nós não podemos aceitar esta situação; por isso viemos aqui dizer à senhora secretária de estado que é preciso mudar de políticas pois é na educação que está o futuro do nosso país".

Embora reconheça que os cortes rondem os 4,4 por cento, Leonor Parreira sublinha que "o reforço de fundos comunitários vai permitir ter mais dinheiro em circulação no sistema, caso as taxas de execução sejam superiores a 95 por cento o que é quase um contra-senso, mas que também significa que estamos a reforçar a aposta na qualidade". A secretária de estado da ciência acrescenta que "apesar da conjuntura de crise, o sector da educação sofreu uma desaleração nos cortes financeiros que tem vindo a sofrer desde 2009 e penso que isso não é uma má notícia; como é óbvio que eu gostaria que as verbas fossem mais, mas na conjuntura em que Portugal está mergulhado estamos a fazer o possível". 

A versão final do orçamento de estado é discutida e votada esta terça-feira na Assembleia da República.   


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