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Sexta, 24 Mai 2019
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CULTURA
“ESTE CHÃO QUE ME DEU A SEIVA”
Rádio Cova da Beira
É o mote da exposição sobre a vida e obra de Albano Martins que vai ter na sua terra natal, Telhado, um centro de interpretação da sua vida e obra, à semelhança do que acontece com Eugénio de Andrade em Póvoa de Atalaia.
Por Paula Brito em 29 de Oct de 2012

A exposição, que pode ser visitada no casino fundanense até 25 de Novembro, e a edição do livro “Uma vida interior na escrita da paisagem”, constituem um primeiro passo para que o Fundão possa ter mais conhecimento da vida e da obra de Albano Martins “um vulto maior da cultura portuguesa” nas palavras do o presidente da câmara do Fundão. Segundo Paulo Fernandes, “já algum tempo que queríamos criar um centro interpretativo da vida e obra de Albano Martins e passará pela recuperação do antigo solar à entrada do Telhado, que vamos dedicar à vida e obra desta figura ímpar da nossa cultura”.

 

O livro, editado pela Câmara do Fundão sob a coordenação de Fernando Paulouro, é biográfico, é uma recolha de passagens pela sua obra e de testemunhos de grandes vultos da cultura sobre o poeta beirão “sou um homem da Beira, pertenço a esta geografia , sou filho das raízes destas árvores...” disse na homenagem o poeta que nasceu na Quinta do Olho de Boi, no Telhado e não em Póvoa de Atalaia como consta no seu registo de nascimento “tenho andado a repor a verdade, a minha mãe disse-me que eu nasci no Telhado”.

 

Para Albano Martins este reconhecimento da sua terra ao fim de 62 anos de escrita é tardio “é tardio mas estas coisas costumam ser tardias em Portugal, mas como se costuma dizer mais vale tarde que nunca”. Desabafou o poete depois de um dia “farto” de emoções. 

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