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Terça, 26 Mai 2020
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SOCIEDADE
CO-WORK DO FUNDÃO INAUGURADO
Rádio Cova da Beira
Promover a integração dos jovens no mercado trabalho e contribuir para a criação de novas empresas no concelho são dois dos grandes principais objectivos do espaço de trabalho comum que está a funcionar no edifício da Moagem.
Por Nuno Miguel em 19 de Oct de 2012

O co-work assenta no conceito de ter a funcionar, no mesmo espaço, empresas de diferentes áreas, que pagam uma renda mensal de 10 euros, dispõem dum conjunto de serviços comuns e podem trabalhar em rede por forma a alargarem o seu leque de clientes.

Paulo Fernandes, presidente da câmara do Fundão, sunlinha que "a grande dificuldade que os jovens encontram quando terminam a sua formação académica é encontrarem um posto de trabalho ou um local onde possam dar corpo a uma ideia de negócio; penso que este co-.work vai dar resposta a isso e acredito sinceramente que ele vai contribuir para que novas empresas venham a ser criadas no nosso concelho".

Preparado para acolher 25 iniciativas empresariais, o cowork arranca as suas actividades com oito projectos mas o presidente da câmara do Fundão está convicto de que o número vai crescer nos próximos meses "penso que quando outras pessoas virem o que está por detrás deste conceito vão rapidamente aderir a ele; neste momento estamos preparados para acolher 25 empresas e eu acredito que em breve esse número vai estar preenchido".

O espaço de co-work é uma das valências associadas ao “Living Lab” da Cova da Beira; um projecto que tem vindo a ser dinamizado ao abrigo do plano de inovação do Fundão e que contempla outras vertentes como o clube de produtores, a escola-aldeia na área da formação turística ou o centro de formação avançada na área da relojoaria. O núcleo fundacional deste projecto engloba 22 entidades e dele fazem parte instituições de ensino superior, como a UBI ou o IPCB; associações empresariais como a ACIF e o Nercab, empresas como a Y-Dreams ou a Vital Green e organizações como o Parkurbis, o centro hospitalar da Cova da Beira e a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo. Paulo Fernandes acredita que se está perante a constituição dum lobby muito positivo para o concelho "geralmente a palavra lobby é associada a algo negativo mas neste caso concreto estamos a congregar uma união de esforços com vários agentes, desde o mundo empresarial, à banca e à sociedade civil e eu acredito que este conceito vai vingar".

Um dos projectos que está a ser dinamizado nesta espaço de trabalho comum é desenvolvido por um grupo de jovens que reactivou a associação de voluntariado do Fundão. Luís Clemente, um dos seus dirigentes refere que "a associação estava inactiva há alguns anos e nós agora decidimos reactivá-la; vamos ter aqui a funcionar a nossa sede e temos agora condições para desenvolver projectos em áreas como a cultura e o desporto sempre assentes numa rede de voluntariado".

É também no co-work da Moagem que vai funcionar o projecto “Tasker”. Um portal de internet dirigido por David Ferreira e que pretende promover a venda de serviços de pequenos empresários "por exemplo uma pessoa que precise de arranjar o esquentador de sua casa pode aceder ao nosso portal, receber ofertas, escolher a melhor proposta e efectuar o pagamento on-line; queremos desta forma diponibilizar um conjunto de serviços aos cidadãos e simultaneamente divulgar a actividade realizada por algumas pequenas empresas".

Outra das valências associadas ao conceito do “Living Lab” é a incubadora empresarial e social que vai nascer no edifício da antiga praça do Fundão.


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