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domingo, 29 jan 2023
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POL�TICA
IDANHA CONTRA REFORMA
Assembleia municipal de Idanha a Nova decidiu pronunciar-se contra a agregação ou extinção de qualquer freguesia no concelho. A posição maioritária da assembleia fará parte do documento que será enviado para a unidade técnica de acompanhamento da reforma da administração local.
Por Paula Brito Batista em 28 de Sep de 2012

Para António Gil, o eleito da CDU na assembleia municipal de Idanha, a reforma tem vários objectivos e todos negativos “em primeiro lugar esvaziar o poder local, é uma forma de centralizar o poder, as pessoas deixam de ter intervenção directa na gestão do seu território e espaços de vivências”.

Opinião diferente tem o eleito do CDS-PP. Pedro Rego defende que a assembleia deveria apresentar uma proposta e até deixa um exemplo “as freguesias de Proença a Velha, Monsanto e Penha Garcia assemelham-se nas suas perspectivas de futuro, porque se queremos que seja o turismo a incrementar estas terras então porque é que têm que ser três cabeças a pensar em cada capelinha?”.  Para o deputado municipal, limitar a pronúncia ao sim ou ao não “é lavar as mãos como Pilatos”.

Para João Dionísio da bancada do Partido Socialista, quem está a lavar as mãos é o governo que deixou para os órgãos locais a decisão “eu não fui eleito para retalhar o concelho, o governo se queria fazer esta reforma ouvisse a população através de referendo, assim preferiram transferir o ónus para as assembleias municipais, eu obviamente, voto contra”.

Paulo Ribeiro, da bancada do PSD, recorda ao PS a origem desta reforma acusando os socialistas de assinarem um documento e agora lavarem as mãos, como Pilatos “isto decorre de um memorando de entendimento, eu tenho proposto desde o livro verde um grupo de trabalho porque deve haver equidade e não igualdade uma vez que os concelho não são todos iguais, agora parece-me que devemos dizer alguma coisa e aí partilho da opinião do senhor presidente”.

Mas ao contrário do que defendeu inicialmente, que a assembleia deveria decidir e não deixar vir outros decidir por ela, Álvaro Rocha, mudou de opinião ao longo do processo. Agora o autarca de Idanha entende que o município não se deve pronunciar sobre o assunto “a minha atitude neste momento é de aceitar a vontade do povo, eu talvez tenha mudado de opinião, é que além dos presidentes de junta, todas as pessoas que tenho ouvido dizem que não”.

E tal como na passagem da bíblia evocada na discussão, o povo decretou a morte da reforma... levando o governador a lavar daía as mãos.


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