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Domingo, 20 Out 2019
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POLÍTICA
NÃO HÁ POLITICA NO QUARTEL
Fernando Lucas rejeita a ideia de que os bombeiros da Covilhã estão a ser politizados. Em entrevista ao programa "Flagrante Directo" da RCB, o comandante da corporação sai em defesa do presidente da direcção dizendo que Joaquim Matias sabe "separar as águas" e deixa dúvidas se outros o têm sabido fazer.
Por Paula Brito em 24 de Sep de 2012

Sem especificar, o comandante dos bombeiros da Covilhã diz que houve reacções que o deixaram “de boca aberta, porque hoje dizia-se uma coisa e daí a um mês outra, e eu fiquei a pensar se não haveria política no meio disto tudo”.

Quando questionado se o corte do subsídio mensal dos bombeiros por parte da Câmara da Covilhã tem por detrás as questões políticas que opõem os presidentes da direcção e da câmara da Covilhã, Fernando Lucas considera que “houve alguma má informação ao senhor presidente da câmara porque ele pediu-nos que houvesse uma contabilidade analítica para separarmos aquilo que o senhor presidente da câmara chama de empresa de transporte de doentes, não existe nenhuma empresa de transporte de doentes, existe sim um serviço que a corporação faz e que se não fosse isso estaríamos a passar por grandes dificuldades, se formos ver nós somos os trabalhadores mais baratos da autarquia, a câmara e o senhor presidente é o responsável máximo pela protecção civil no concelho, nós estamos a fazer esse trabalho e precisamos de ser ajudados”.

Uma das ajudas solicitada pelos bombeiros ao presidente da câmara da Covilhã foi a substituição dos fatos Nomex cuja aquisição já foi por 3 vezes adiada pelo presidente da câmara da Covilhã “primeiro prontificou-se de imediato a pagar 50%, quando disse isso aos bombeiros ficaram todos contentes, passado um mês o senhor presidente disse que não havia possibilidade por causa dessa tal lei dos compromissos, um certo dia voltou a dizer-me que os fatos iriam ser adquiridos e depois voltou a dizer-me que só para Janeiro, e estamos neste impasse não sei se vamos ter fatos se não”. Fernando Lucas espera que à terceira seja de vez e que em Janeiro os bombeiros da Covilhã já possam contar com 50 fatos Nomex, 50% dos quais adquiridos pela câmara da Covilhã e que virão substituir os actuais, com mais de uma década. Os fatos nomex são essenciais para a protecção dos bombeiros em fogos urbanos e industriais. 


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