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Sábado, 17 Nov 2018
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POLÍTICA
CONCENTRAÇÃO MARCADA
Reformados do sector dos lanifícios vão concentrar-se à porta do centro de saúde da Covilhã na próxima segunda-feira. A decisão foi tomada em plenário e está relacionada com as alterações do governo ao regime do pagamento de comparticipação de medicamentos.
Por Nuno Miguel em 29 de Aug de 2012

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Até agora os reformados levantavam os medicamentos e o pagamento das comparticipações era assegurado directamente pelo ministério da saúde junto das farmácias, mas a partir de 1 de Setembro cabe os reformados adquirir os medicamentos e posteriormente apresentarem os pedidos de comparticipação no centro de saúde.

Uma situação que, refere o presidente do sindicato têxtil, vai agravar as dificuldades económicas já hoje sentidas pelos antigos trabalhadores do sector "já algumas pessoas nos disseram que, com esta situação, vão ter de escolher entre comprar os medicamentos ou  ter dinheiro para comer; é uma situação completamente inaceitável".

Luís Garra não poupa ainda nas críticas ao comportamento do ministério da saúde em todo este processo, a quem acusa de insensibilidade e de recusar o diálogo para resolver o problema "por um lado temos um ministério da saúde que, em resposta ao nosso pedido de audiência para resolver a situação, nos diz apenas que o assunto foi encaminhado para o secretário de estado e temos um secretário de estado que revogou, sem qualquer diálogo, revoga um despacho do anterior governo julgando que nos apanhava distraido e que esta matéria ia cair no esquecimento".

Face a eta situação, os reformados do sector têxtil decidiram desencadear um conjunto de acções de contestação; a começar por uma concentração à porta do centro de saúde da Covilhã na próxima segunda-feira. Uma iniciativa que, afirma Luís Garra, pretende concretizar dois objectivos "por um lado é chamar a atenção da opinião pública para este problema e por outro lado demonstrar que esta medida vai onerar a despesa do estado na comparticipação dos medicamentos porque vai ter de pagar toda a correspondência e emitir cheques e vales postais para efectuar os pagamentos, quando agora não tinha nenhum desses custos porque esse valor era liquidado directamente junto das farmácias".

Para além da acção convocada para a próxima segunda-feira, os reformados do sector têxtil vão ainda pedir reuniões aos grupos parlamentares na assembleia da república e solicitar uma audiência à comissão parlamentar da saúde


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