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Quarta, 20 Mar 2019
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CULTURA
TEATRO ESTÁ NA RUA
É já uma tradição do Festival Teatro Agosto levar o teatro ao mercado. Desta vez foi o homem estátua que mobilizou a atenção de centenas de pessoas. Detentor de quatro recordes mundiais, António Santos prepara-se para juntar mais um ao seu currículo: estar 8 horas numa estrutura de equilíbrio suspensa numa parede.
Por Paula Brito em 21 de Aug de 2012

No Fundão, e aparentemente suspenso por apenas uma bengala, o homem estátua fez parar a cidade, indo ao encontro das expectativas da organização do festival “era esse o nosso objectivo com a introdução este ano no festival do primeiro encontro de teatro e animação na rua, interagir com a comunidade, em espaços públicos, ao ar livre, fruindo o mês de Agosto”, conclui José Alexandre Barata. 

António Santos é detentor de quatro recordes mundiais de imobilidade: superou-se a si próprio por três vezes e detém o recorde mundial  de 20 horas 11 minutos e 36 segundos. O quarto recorde mundial foi alcançado na Expo 98 quando percorreu 150 metros em 8 horas sem nunca estar parado e prepara-se para atingir um novo recorde em Setembro “estar oito horas numa estrutura de equilíbrio numa parede, um recorde que pertence a um grupo chileno que conseguiu 200 minutos”. Será durante a realização do festival de estátuas vivas de Tomar tentar bater esse recorde duplicando o tempo.  

Os recordes foi a forma que encontrou de credibilizar a arte de rua “eu nos anos 80 era muito detido em Portugal pela polícia porque a arte de rua que ainda hoje tem os seus problemas, na altura tinha muito mais, eu fui dos primeiros a abrir a rua às pessoas e para que as pessoas dessem valor adoptei os recordes que resultaram muito bem e acabaram por me lançar internacionalmente”. 

Com mais de 300 personagens, António Santos já passou por 54 países, da Nova Zelândia a Nova Deli, no Fundão a experiência superou as suas expectativas “superou as minhas melhores expectativas, desde que comecei a montar o material até agora estive sempre rodeado de gente”.   

A comemorar 50 anos de idade e 25 de carreira, António Santos atribui ao yoga, que pratica desde os 16, o principal segredo do ofício “esse é o segredo quase todo”.


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