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Quinta, 12 Dez 2019
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POLÍTICA
PROVIDÊNCIA CAUTELAR NÃO PREOCUPA CARLOS PINTO
O presidente da câmara da Covilhã está convicto que a providência cautelar não vai dar em nada, admite que as relações com os municípios que a subscreveram estão beliscadas e elogia a postura do Fundão nesta matéria.
Por Paula Brito em 23 de Jul de 2012

Em entrevista ao programa "Flagrante Directo" da RCB, o presidente da câmara da Covilhã mostra-se convencido que a providência cautelar apresentada pelos municípios que integram o sistema multimunicipal Águas do Zêzere e Côa, com o objectivo de travar a construção da barragem das Cortes, não vai dar em nada "os tribunais vão naturalmente, face à lei, concluir que não há qualquer razão para aquilo que eles invocam". O autarca covilhanense recorda uma decisão idêntica da câmara do Fundão que não teve provimento "o município do Fundão invocou exactamente a mesma coisa, e perdeu a acção, gastou dezenas de milhares de contos e não teve qualquer vencimento, exactametne com os mesmos pressupostos".

O autarca admite que a postura adoptada pelos municípios belisca o relacionamento com a câmara da Covilhã "como é evidente, estão postos em causa princípios fundamentais de relacionamento institucional" e sobre o asunto, o autarca deixa uma comparação "esta situação faz-me lembrar aqueles náufragos à procura de uma tábua de salvação que os retire do mar alto onde se meteram".

Carlos Pinto elogia ainda a postura da câmara do Fundão que não subscreveu o documento "eu fiquei muito satisfeito com a atitude do Fundão, com a atitude do Dr. Paulo Fernandes que foi um homem de carácter e clarividência  porque percebeu como é os nossos problemas podem ser resolvidos não construindo uma barragem no município vizinho?".

O autarca critica ainda o governo do Partido Socialista que "tentou fazer o que o mesmo que agora estão a fazer os municípios, isto é, a Covilhã não entrou no sistema e agora vai ser castigada". Carlos Pinto deixa alguns exemplos "o financiamento da ETAR da Covilhã foi boicotado, eu tive que fazer uma parceria público-privada para construir a ETAR". O ex-secretário de estado do ambiente, do governo do Partido Socialista, foi outro dos alvos do autarca "ele boicotou, valendo-se de abaixo assinados sobre a barragem, a concessão da prorrogação de uma declaração de impacto ambiental durante anos e que chegou lá este governo e desbloqueou, quais eram as questões técnicas que o POVT subscrevesse o contrato de financiamento? boicote puro".  

 


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