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CULTURA
"CAMINHOS CRUZADOS: COSTA CAMELO E OS SEUS CONTEMPOR?NEOS"
? o nome da exposi??o que a antiga sede dos CTT, em Castelo Branco, acolhe at? ao pr?ximo dia 28 de Agosto 2012. A mostra pretende ? reflectir sobre a intemporalidade da obra de Costa Camelo e a forma como a sua obra se cruza permanentemente com os seus contempor?neos?
Por Paulo Pinheiro em 30 de May de 2012

A exposição de pintura “Caminhos Cruzados: Costa Camelo entre os seus contemporâneos” inaugura, sábado, dia 26 de Maio, às 18:00, na antiga sede dos CTT, em Castelo Branco. Uma exposição que pretende reflectir sobre a intemporalidade da obra de Costa Camelo e a forma como a sua obra se cruza permanentemente com os seus contemporâneos.

Além de uma mostra retrospectiva das obras de Costa Camelo vão estar expostos trabalhos de grandes pintores do século XX como António Dacosta, António Saura, Antonio Suárez, Artur Bual, Augusto Barros, Christo, Costa Pinheiro, Cruzeiro Seixas, D’Assumpção, Dimas de Macedo, Fernando de Azevedo, Gonçalo Duarte, Jan Voss, Jorge Martins, José Escada, Júlio Pomar, Lourdes de Castro, Luis Feito, Manuel Cargaleiro, Manuel Viola, Marcelino Vespeira, Maria Helena Vieira da Silva, Mário Cesariny, René Bertholo, entre outros.

Costa Camelo foi influenciado pelo espirito de encontro (e desencontro) artístico em Paris. O mesmo se poderia dizer do espanhol Antonio Saura, que escolheu Paris para apresentar a sua primeira exposição na década de 50, na Rodolphe Stadler Gallery, onde exibiu a sua paleta de cores preferidas – pretos, cinzentos e castanhos; o abstraccionismo de Antonio Suárez; a potência cenográfica da obra do pintor gestualista Artur Bual; os elementos do quotidiano que o artista búlgaro Christo traz para a sua obra, seguidora do Construtivismo; as personagens do alentejano Costa Pinheiro, que entretecem entre si teias de uma relação; o surrealismo fantástico de Cruzeiro Seixas, claramente inspirado em De Chirico; Júlio Pomar, Mário Cesariny, Manuel Cargaleiro, Vieira da Silva, entre tantos outros que beberam das mesmas influências e correntes estéticas que Costa Camelo.

Costa Camelo foi um dos maiores vultos da pintura nacional, cuja obra é considerada pelos críticos de arte como de uma “modernidade intemporal”. Condecorado pelo Presidente da República Mário Soares com grau Oficial da Ordem do Infante D. Henrique e, em 1987, com o grau de Cavaleiro das Artes e das Letras, pelo Governo francês, por François Mitterrand, o pintor faleceu em 2008, em Paris, cidade onde residia desde a década de 50.

Natural da Covilhã, passou a infância em Castelo Branco, frequentou a Faculdade de Letras de Lisboa e a Academia Real das Belas Artes de Anvers, tendo fixado residência em Paris em 1950, onde residiu até à data do seu falecimento. O seu estilo é semi-abstracto mas de construção ampla, o que confere às suas telas uma força e uma dimensão inigualáveis. As paisagens de Portugal e da Bretanha, província com a qual está muito ligado, estão presentes em todas as suas telas, que são segundo os críticos, poemas perfeitos, verdadeiros hinos à harmonia.

A exposição é comissariada por Ricardo Paulouro Neves e organizada pela Câmara Municipal de Castelo Branco, em colaboração com a Galeria António Prates e o Museu Francisco Tavares Proença Junior.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CMCB


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