RCB/TuneIn
Quinta, 27 Jan 2022
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
DESPORTO
ATALAIA DO CAMPO E UNHAIS DIVIDEM PONTOS
No final da partida os dois t?cnicos tinha a convic??o de que tinham perdido dois pontos, a n?s pareceu-nos que a divis?o de pontos acaba por se ajustar ao que se passou nas quatro linhas.
Por José Joaquim Ribeiro em 07 de Dec de 2008
 Não foi um jogo de grande qualidade, contudo, foi uma partida em que o carácter dos jogadores das duas equipas foi evidenciado, positivamente, pela entrega que colocaram em campo.

Os primeiros minutos foi de equilíbrio, com o jogo a desenvolver-se mais sobre a zona centrar do relvado e com poucas incursões para a zona de finalização. A primeira situação de perigo aconteceu aos 11 minutos numa jogada de envolvimento da ofensiva da Atalaia, com Ednilson a entrar na área sobre a direita e a rematar forte contra a barra da baliza de Valezim. Respondeu o Unhais da Serra, na contra-resposta, com um remate de cabeça de Picas ao qual Rui Pedro se opôs com defesa junto ao solo.

Com uma imensidão de jogadores na zona central do terreno os espaços eram cada vez mais curtos, o futebol praticado era de fraca qualidade e as dificuldades eram cada vez maiores para que os lances de perigo pudessem acontecer juntos das duas balizas. A forma de contrariar esta tendência era fazer um bom aproveitamento dos lances de bola parada. Foi exactamente num lance de bola parada que aconteceu o primeiro golo do encontro. Estavam decorridos 21’ quando num livre apontado a cerca de 30 metros da baliza de Rui Pedro, descaído para a direita, Edgar tentou o remate directo e acabou por ser feliz. Foi feliz porque a bola tabelou em alguém da barreira traindo o guardião da equipa da casa.

Com este golo a equipa do Unhais da Serra teve um dos seus melhores período de jogo, aproveitando algum desnorte que se apoderou da equipa da Atalaia e criou, três minutos depois de se ter colocado em vantagem, uma outra boa ocasião para poder elevar o marcador. Parafuso, com um remate de meia distância obrigou o guardião Rui Pedro a fazer a melhor defesa da tarde. Por aquilo que tinha feito até ali seria muito injusto para a equipa de Paulo Serra se Parafuso tivesse a felicidade de marcar o segundo golo.

A equipa da Atalaia, que ficou combalida com aquele golo de Edgar, voltou a crescer e, também de livre, apontado por Hugo Brito, podia ter chegado ao empate. A falta foi em zona frontal, batida de forma a passar sobre a barreira, só que a bola passou a escassos centímetros do alvo. A ânsia de querer rapidamente chegar à igualdade levava a que nem sempre as coisas fossem feitas da melhor forma. O ataque ao último reduto do Unhais foi intenso, com a defensiva serrana a ter que se aplicar para evitar que a baliza de Valezim passassem por situações de perigo. Foi já em tempo de compensações que a Atalaia chegou ao golo. A bola é colocada na pequena área, após lançamento de linha lateral, onde se amontoaram vários jogadores do Unhais e da Atalaia, com o veterano Trindade a ser mais lesto que todos os restante a empurrar o esférico para o fundo das redes. Logo a seguir o árbitro Francisco Bizarro deu por concluída a primeira parte.

Na segunda parte os primeiros 15 minutos voltaram a ser jogados sobre a zona central do terreno, com apenas dois registos, um remate de Carlitos ao lado da baliza de Rui Pedro e um remate de André Cunha para defesa fácil de Valezim. Passado este primeiro quarto de hora a equipa da Atalaia voltou a crescer, teve cinco minutos diabólicos e de grande felicidade para o Unhais. Primeiro André Cunha (61’) remata para um corte in-extremis da defesa do Unhais e depois é a vez de Ednilson (62’) rematar de zona frontal com Piguita a salvar sobre a linha de baliza, quando já se gritava golo. A pressão era intensa, mas tudo se complicou quando num lance que não levava qualquer perigo para a defensiva da Atalaia, os defensores facilitaram, acreditaram que Rui Pedro solucionava o problema, mas o que acabou por acontecer foi que o guardião da Atalaia andou aos papeis, não anulando o lance à primeira, também não o fez à segunda e Quelhas, que tinha entrado momentos antes na partida, aproveitou esta desatenção para fazer, aos 65’, o segundo golo da equipa orientada por Rui Morais.

Este segundo golo voltou a mexer com a equipa da casa, mas, com a expulsão de Piguita, aos 68’, que viu em apenas dois minutos, dois cartões amarelos, sendo por isso excluído da partida, a Atalaia do Campo voltou a assenhorear-se do encontro. Contudo, a mesma ânsia que já tinha demonstrado anteriormente podia ter-lhe sido fatal, quando Quelhas rouba a bola a Filipe Mouro à saída do seu meio campo, corre isolado ao encontro de Rui Pedro, mas um ligeiro compasso de espera permitiu que o remate ainda fosse interceptado por um defensor da Atalaia. Antes, Filipe Mouro, na marcação de um pontapé de canto, coloca a bola ao segundo poste e Sérgio Garcia, com um remate de primeira, proporciona defesa difícil a Valezim.

O golo que deu o empate à equipa de Paulo Serra aconteceu aos 88 minutos. Um grande golo, como normalmente são todos os golos de meia distância. Hugo Brito ganha a posse de bola sobre a esquerda, flectiu para a zona central e a cerca de 30 metros da baliza rematou ao ângulo superior direito de Paulo Valezim.

Até final a Atalaia ainda procurou chegar à vitória, mas o Unhais da Serra defendeu muito bem um resultado que acabou por também lhe interessar.

O árbitro Francisco Bizarro e os seus auxiliares estiveram à altura do jogo.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2022 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados