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Terça, 07 Abr 2020
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POL�TICA
AS CORES DE ABRIL NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL
Crise, democracia, escolhas, desafios s?o algumas das palavras chave dos discursos dos diferentes grupos pol?ticos da assembleia municipal do Fund?o nas comemora??es dos 38 anos do 25 de Abril.
Por Paula Brito em 25 de Apr de 2012
Para Pedro Salvado, O 25 de Abril deste ano “é o mais negro da história da democracia e o que encontra o país nas condições mais difíceis”. O deputado da bancada socialista exalta todas as comemorações de Abril para que não se apague por decreto este dia, como aconteceu com outros feriados simbólicos da nossa história.  Apesar de tudo e passados 38 anos, Pedro Salvado considera que se cumpriu Abril já que para o bem ou para o mal Abril deixou-nos como último legado a escolha “podem ter falhado os políticos e as políticas mas continuamos a poder escolher novas políticas e políticos, nada é inevitável, há sempre outra escolha, um outro caminho, comecemos hoje a caminhá-lo”.

Um discurso de esperança e não de fatalismos ou resignação avisou a deputada do PSD. Para Liliana Reis, ao município colocam-se grandes desafios “o Fundão tem uma oportunidade única de protagonizar um novo paradigma das cidades de média dimensão”, deixando como exemplo o plano de inovação recentemente apresentado “criado sob o slogan open, a nossa cidade deverá estar aberta à resolução de todas as dificuldades” e aproveitamento de oportunidades.

Para o deputado da bancada do CDS-PP, não há liberdade sem independência económico financeira, Aires Patrício revisitou desse ponto de vista os últimos 30 anos “há dois anos era o PEC 1, no ano passado o PEC 4, este ano a dita troika, em 1978 o FMI, 5 anos depois de novo o FMI”, para perguntar “como foi possível chegar a este estado de penúria, em último caso ultrajante?”

A deputada do PCP, Catarina Gavinhos, considera que a democracia está em risco e deixa como exemplo o que se está a passar com uma das conquistas de Abril, o poder local “no poder local já quase nada é possível devido à asfixia financeira em que vivem, uma asfixia propositada para centralizar as decisões e retirar poder às autarquias para discutirem a reforma que o governo quer impor”.


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