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Domingo, 05 Abr 2020
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POL�TICA
"INTERIOR CADA VEZ MAIS ABANDONADO"
As pol?ticas seguidas pelo actual Governo de "destrui??o dos direitos do povo e dos trabalhadores do distrito de Castelo Branco" v?o ter como consequ?ncia o abandono, cada vez maior, do interior do pa?s. ? a opini?o da direc??o da organiza??o regional de Castelo Branco (DORCB) do PCP.
Por Paulo Pinheiro em 25 de Apr de 2012

Em comunicado, a DORCB do PCP critica o "pacto de agressão" subscrito pelo PS, PSD e CDS com o FMI, UE e BCE e refere que as comemorações do 25 de Abril e do 1º de Maio "assumem maior importância num momento em que é desferida uma brutal ofensiva contra as conquistas de Abril.

A direcção regional de Castelo Branco do PCP apela à população do distrito que transforme estes dias em momentos de luta contra o encerramento de empresas como o caso da Cilvet, combatendo os problemas económicos e sociais que acrescem aos já existentes, que se mobilizem para dizer não ao encerramento de serviços judiciais, de saúde e escolares

"Que as populações façam destes dias um momento de defesa do poder autárquico hoje existente, não aceitando o encerramento de freguesias", referem os comunistas. A DORCB do PCP condena os sucessivos ataques aos direitos dos trabalhadores dos setores público e privado e solidariza-se com as lutas que têm sido desenvolvidas, nomeadamente a Greve Geral do passado dia 22 de Março, das trabalhadoras da Carveste, que atravessam uma difícil situação, dos 200 trabalhadores da Cilvet que lutam contra o processo de encerramento da empresa, dos trabalhadores dos têxteis e lanifícios que, no passado dia 18, se manifestaram na Covilhã.

O PCP mantém a sua preocupação e intervenção na defesa dos serviços públicos, nomeadamente rejeitando e condenando este brutal ataque ao Serviço Nacional de saúde com o aumento escandaloso das taxas moderadoras, com a criminosa redução dos apoios ao  transporte de doentes, que no Distrito tem colocado utentes e associações de Bombeiros em sérias dificuldades, o encerramento e redução de serviços, o ataque e desvalorização de carreiras dos profissionais de saúde

"Saudamos a luta das populações e dos profissionais, nomeadamente a luta do passado dia 14 que decorreu na Covilhã pela defesa do SNS", afirma o PCP. 

Na educação, aquele partido rejeita e condena "o disparate da constituição dos Mega Agrupamentos colocando em causa o bom funcionamento das escolas públicas no distrito".

A DORCB do PCP apela, ainda, à luta dos agricultores em defesa da produção nacional e do mundo rural português, nomeadamente na manifestação convocada pela CNA para o próximo dia 4 de Maio.

A eventual aplicação da lei, aprovada pelo PSD e CDS, que prevê a extinção de centenas de freguesias representaria um grave atentado ao poder local democrático, aos interesses das populações e ao desenvolvimento local.

O Partido Comunista Português rejeita esta intenção e apela, aos órgãos municipais - Câmaras e Assembleias Municipais, Juntas e Assembleias de Freguesia - que se recusem a serem cúmplices da liquidação de freguesias e interpretem assim a vontade dos largos milhares de cidadãos que se manifestaram em Lisboa a 31 de Março. A DORCB do PCP felicita todos populares e autarcas que se deslocaram do distrito à manifestação em Lisboa, promovida pela ANAFRE no passado dia 31 de Março.

Os comunistas reafirmam ainda necessidade de continuar a luta pela defesa das acessibilidades e do transporte ferroviário. O PCP continua a bater-se politicamente pela rejeição das portagens nas SCUT e saúda a luta da Comissões de Utentes e de todos quanto continuam a lutar para a revogação das portagens na A23, A24 e A25. Exigimos a reabertura do troço da linha da Beira Baixa e a manutenção dos transportes rodoviários alternativos entre a Covilhã e a Guarda enquanto as obras não terminarem.

A DORCB do PCP apela aos seus militantes, aos democratas, aos trabalhadores e população do Distrito para que participem nas comemorações do DIA DA LIBERDADE -25 de Abril e do 1º de Maio – DIA DO TRABALHADOR, com a consciência de que os direitos defendem-se, exercendo-se e que no contexto atual é imperativo defender as conquistas de Abril e os direitos de Maio. 

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