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Domingo, 05 Abr 2020
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POL�TICA
BEIRAG?S DEBAIXO DE FOGO
Presidente da c?mara da Covilh? acusa a Beirag?s de estar a roubar os covilhanenses fazendo repercutir a taxa dos direitos de passagem, cobrada pelo munic?pio ? empresa que explora o g?s natural, na factura do consumidor.
Por Paula Brito & Miguel Malaca em 23 de Apr de 2012

O assunto foi levantado por um munícipe na última reunião pública do executivo que decorreu na Boidobra. Na resposta, Carlos Pinto não escondeu a revolta que sente por toda esta situação "eu estou profundamente revoltado que haja um Estado que assista a este tipo de coisas e só porque a empresa é da Galp e só porque a Galp fez um contrato com os chineses e agora não pode mexer nas rendas, nós todos estamos com este escândalo".

Perante esta situação, ao município colocam-se vários cenários "se for para tribunal sei que só tenho uma resposta daqui a seis ou sete anos e entretanto há uma renda que a câmara devia receber, porque tem cá o seu sub-solo e a lei lhe permite, e provavelmente vai ter que abdicar dela".

Carlos Pinto tem uma reunião com a entidade reguladora do sector esta semana a quem vai expor o assunto que considera "um escândalo, a Beiragás está a roubar os cidadãos da Covilhã".

Bancada do Partido Socialista na câmara municipal está solidária com a posição do autarca perante um problema "difícil e resolver" já que segundo Vítor Pereira, "a câmara da Covilhã pode abdicar desta fonte de receita mas estamos a falar de meio milhão de euros por ano e a câmara precisa dessa receita". Para o autarca socialista é "escandaloso e lamentável" que a Beiragás esteja a fazer reflectir na factura o custo desta taxa "de uma forma tão pesada e tão directa".

A Covilhã, tal como o concelho do Fundão, está a braços com o mesmo problema. Os dois municípios estão a cobrar as taxas de direito de passagem à empresa Beiragás que faz repercutir essa taxa na factura do consumidor em função do consumo. Uma situação que o autarca do Fundão já considerou "anticonstitucional" e que vai ser colocada ao secretário de estado da tutela e discutida em sede da Associação nacional de municípios.

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