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Domingo, 15 Dez 2019
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SOCIEDADE
ROTA DOS VINHOS NA BEIRA INTERIOR
Os produtores vitivin?colas da regi?o est?o dispon?veis para integrarem a rota do vinho da Beira Interior. A resposta foi escutada pela Governadora Civil de Castelo Branco nos contactos realizados junto de adegas e empresas produtoras de vinho da regi?o.
Por César Duarte Ferreira em 26 de Nov de 2008

A ideia é congregar esforços para com as parcerias da nova entidade de turismo da Serra da Estrela e da comissão vitivinícola da Beira Interior criar uma marca no sector. Um cartão de visitas para vender ao mundo.

Existe um projecto, mas é de, a partir de Janeiro iniciar um trabalho mais profissional do que até aqui, e criar uma verdadeira rota dos vinhos da Beira Interior. qualidade e quantidade existem, o que tem faltado é organização e divulgação.

 

Para tornar exequível o projecto, a ex-RTSE será o chapéu do projecto, para junto do QREN obter verbas para concretizar a ideia, uma oportunidade que não se pode perder, refere Alzira Serrasqueiro: “É importante nós irmos buscar apoios que os outros mesmo sem precisarem vão buscar, como é o caso do Alentejo e do Douro. Nós ficamos adormecidos e só quando não há verbas é que nos lembramos.”

 

A promoção conjugada dos produtos regionais é fundamental, por isso estas e outras iniciativas são bem-vindas refere José Alberto Garret, gerente da sociedade de vinhos no Tortosendo: “Só em conjunto podemos evoluir na qualidade dos nossos produtos. Sempre andámos desconfiados uns dos outros mas é altura de darmos os braços.”

Ideia que é partilhada por Patrícia Mendes, uma das gerentes da Vinoliv, no cruzamento de Alcaria: “toda a ajuda que podermos ter para divulgar a nossa região é bem-vinda, porque as outras região são muito apoiadas ao nível do marketing.”

 

Na adega cooperativa do Fundão, a governadora civil ouviu do presidente da direcção, um dos principais problemas, a comercialização. Albertino Nunes sustentou que a qualidade e quantidade não são obstáculos, escoar o produto para o mercado é a grande batalha a vencer. Alberto Nunes que solicitou o apoio de Alzira Serrasqueiro, para que interceda junto do ministério da agricultura no sentido de “uma criação de uma linha de crédito com juros bonificados a prazo de carência. Ele disse que se ia empenhar nisso e peço a senhora governadora para voltar a insistir, para que as cooperativas tenham fundo de maneio.”

Criar uma parceria comercial ao nível da gestão é a ideia lançada pelo presidente da ACIF. Uma empresa a criar que pudesse fazer a gestão das adegas sem que nenhuma perca identidade. É que o mercado nacional está esgotado e é necessário “dar o salto para o futuro e ir a outros mercados”.

 

Sensibilizar os produtores e dirigentes associativos do sector é necessário mas para Rui Moreira, director regional do centro da agricultura e pescas e preciso vencer outra barreira: “há que ultrapassar a barreira divisória entre Guarda e Castelo Branco.”

A rota dos vinhos é mais uma iniciativa para minimizar os constrangimentos registados na região, mas a representante da ex-RTSE, Cristina Ferreira, deixou o alerta: “esta rota não é a galinha dos ovos de ouro nem pode ser encaradas como a salvação das cooperativos nem produtores.”

 

A governadora civil concorda. A rota não resolve, mas “é uma forma importante de nós começarmos a pensar que se nos queremos desenvolver economicamente temos que definir produtos.”

  

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