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Quarta, 11 Dez 2019
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RAMALHO EANES RECEBE HONORIS CAUSA DA UBI
No pr?ximo dia 30 de Abril 2012, data em que a UBI assinala mais um anivers?rio, a universidade da Beira Interior distingue Ramalho Eanes, o 1? Presidente da Rep?blica eleito em democracia, com o doutoramento Honris Causa. Depois de Ant?nio Guterres e Pinto Balsem?o, Ramalho Eanes ? a teceira personalidade a receber aquela distin??o.
Por Paulo Pinheiro em 28 de Mar de 2012

Natural de Alcains (Castelo Branco),  António Ramalho Eanes destacou-se na defesa do regime democrático ao assumir a liderança das manobras militares de 25 de novembro de 1975, que estabilizou o regime democrático e acabou com o processo revolucionário.

Presidente da República entre 1976 e 1986 promove, também no plano político, a derrota do projeto revolucionário, e atua como o defensor do funcionamento das instituições democráticas e da estabilização das forças armadas, colocando-as como o garante das escolhas legítimas do povo Português, expressas em eleições livres. Como Presidente da República, re-orienta a posição de Portugal no Mundo, estreitando as relações com os países da NATO, e re-ativando, numa nova ordem, as relações do país com os países emergentes das independências das ex-colónias.

A UBI decidiu assim atribuir o grau de doutor honoris causa ao General Ramalho Eanes, pelo seu imenso contributo para a democratização do país e para a sua inserção entre as Nações democráticas e desenvolvidas.

O padrinho será o conhecido escritor Eduardo Lourenço, galardoado com o Prémio Fernando Pessoa 2011.

 

Breve biografia do homenageado:

Ramalho Eanes nasceu em Alcains, concelho de Castelo Branco numa família humilde. Filho de Manuel dos Santos Eanes, empreiteiro, e de sua mulher Maria do Rosário Ramalho, e irmão de João dos Santos Ramalho Eanes.

A formação tem início em 1942, quando entra para o Liceu de Castelo Branco.Segue a carreira das armas entrando para o exército em 1952, estudando tácticas militares (Escola do Exército, de 1952 a 1956; Estágio CIOE-Curso de Instrução de Operações Especiais, em 1962; instrutor de Acção Psicológica no Instituto de Altos Estudos Militares, em 1962).

Frequenta, aínda, o Instituto Superior de Psicologia Aplicada, durante três anos.No exército, Ramalho Eanes segue a arma de Infantaria. Serve na Guerra Colonial onde combateu na Índia Portuguesa, Macau, Moçambique, Guiné-Bissau e Angola.

Depois de demorada carreira de combatente, Eanes encontrava-se ainda em serviço em Angola aquando da revolução de 25 de Abril. Aderiu ao Movimento das Forças Armadas e, regressado a Portugal, foi director de programas e nomeado presidente do conselho de administração da RTP, até março de 1975

.Em 1975, então com a patente de Tenente-Coronel, dirigiu as operações militares do 25 de Novembro desse mesmo ano, contra a facção mais radical do MFA. Em 1976 foi eleito Presidente da República, sendo reeleito em finais de 1980.Com o fim do segundo mandato como presidente da República, em Fevereiro de 1986, assume pouco depois a presidência do Partido Renovador Democrático, demitindo-se desse cargo em 1987.Nomeado General de quatro estrelas em 24 de Maio de 1978, passou à reserva, por sua iniciativa, em Março de 1986.

Em 2000, Ramalho Eanes recusou, por razões ético-políticas, a promoção a Marechal[1].

É, actualmente, Conselheiro de Estado e presidente do Conselho de Curadores do ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.É casado com Maria Manuela Duarte Neto de Portugal Eanes.

É Grande Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito e Grã-Cruz da Ordem de Cristo.Dia 11 de Outubro de 2010 recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa aquando das comemorações do centenário da mesma, coincidindo com as comemorações do centenário da República Portuguesa (5 de Outubro).

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: wikipédia


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