RCB/TuneIn
Quinta, 12 Dez 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
SOCIEDADE
ARGUIDOS ABSOLVIDOS NO CASO DO AZEITE FALSIFICADO
Foram absolvidos os quatro arguidos do caso do azeite falsificado na cooperativa de olivicultores do Fund?o. Para o tribunal ficou provado que o azeite adquirido ? Sica, em 2003, embalado e vendido em r?tulos de azeite virgem era afinal azeite refinado. O que ficou por provar foi a intencionalidade dos arguidos na conduta dolosa.
Por Paula Brito em 17 de Nov de 2008

Para o tribunal do Fundão não ficou provado que os arguidos e na altura directores da cooperativa tivessem conhecimento que o azeite em causa não era virgem. O tribunal decidiu assim absolver Duarte Raimundo, Francisco Boavida e João Costa, na altura dos acontecimentos presidente da direcção, secretário e presidente da mesa da assembleia geral respectivamente, bem como a cooperativa de olivicultores que neste processo assumia a responsabilidade pecuniária. No final, o actual presidente da direcção Ricarte de Matos não quis prestar declarações à comunicação social delegando essa função ao advogado. Francisco Pimentel satisfeito, diz que se fez justiça com a cooperativa cuja imagem "não saiu lesada" deste processo.

João Costa, na altura presidente da assembleia geral da cooperativa de olivicultores do Fundão, diz que sempre esteve de consciência tranquila e hoje voltaria a cometer o mesmo erro "porque nós não tínhamos conhecimentos técnicos, para isso estava lá a técnica que deu o parecer".  João Costa considera que a direcção da altura não era "tão má como a tentam pintar" e recorda alguns dos projectos que ficaram para trás quando a actual direcção assumiu funções "na altura detectámos problemas nas contas que não sei o que é que foi feito porque entretanto desliguei-me da cooperativa, bem como um protocolo que assinámos com a Escola Superior de Tecnologia para a realização de estágios na cooperativa..."

Francisco Boavida, outro dos arguidos absolvidos pelo tribunal, não quis prestar declarações. Duarte Raimundo, por questões de saúde não esteve presente na leitura da sentença que absolveu os 4 arguidos no caso do azeite falsificado.

Na sentença o juiz diz que ficou por provar a intencionalidade dos arguidos numa conduta dolosa mas salientou a "ignorância ou ingenuidade" dos então responsáveis pelo lagar do Fundão. O juiz considerou ainda que não houve "zelo nem defesa dos interesses da cooperativa". Uma situação que não é no entanto punível pelo tribunal. O juíz sublinhou ainda a contradição dos testemunhos ouvidos durante o julgamento que diferiram "até quanto ao estado do tempo" e nem a autoria da falsificação do relatório da análise do azeite que o juiz classificou de "pateticamente simples" permaneceu na penumbra.

 

 


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados