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Domingo, 26 Mai 2019
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
BENFICA E C. BRANCO 0 S. POMBAL 0
Empate aceita-se mas o jogo merecia golos.
Por Jo√£o Perquilhas em 17 de Nov de 2008
Nuno Fonseca dizia-nos antes do inicio do encontro que desconfiava muito da posição que o Pombal ocupa na tabela classificativa e tinha razão, visto que a turma visitante mostrou uma excelente organização colectiva com jogadores rápidos na transição defesa/ataque, pelo que era preciso muita atenção e não cantar vitória antes do tempo. Certo que os donos do terreno dominaram mais, tiveram mais posse de bola e até foram mais criativos, mas as oportunidades de golo foram repartidas, pese embora os dois remates devolvidos pelos ferros da baliza dos visitantes.

Logo ao primeiro minuto o Sporting de Pombal mostrou ao que vinha: lance rápido pelo lado direito do ataque com cruzamento longo para Rodolfo cabecear ao lado.

Esta entrada no jogo terá de alguma forma surpreendido a formação albicastrense que só conseguiria responder em cima do minuto dez. Pombo no corredor esquerdo ganhou a um adversário e de imediato cruzou para Daniel Fernandes, de primeira, rematar junto ao poste esquerdo da baliza de Viseu. Aos poucos o segundo classificado foi ganhando ascendente e em dez minutos de bom futebol, teve oportunidades para se adiantar no marcador. Sordo, com tempo e espaço para tudo na área contrária permitiu o desarme quando tinha a baliza à sua mercê e ao minuto 26 seria Cunha a desperdiçar enviando a bola à barra, depois de uma excelente jogada desenvolvida por Tiago Marques. Já em claro contra-ataque a equipa forasteira deixou pouco depois o aviso de que veio até Castelo Branco para discutir o resultado, com o irrequieto Ribeiro a rematar forte de pé esquerdo para defesa segura de Hélder Cruz.

Contudo o Benfica da Beira Baixa mostrava-se mais em termos atacantes e ao minuto 35, naquela que para nós foi a melhor jogada do desafio, esteve à beirinha de marcar. Tiago Marques na esquerda desenvencilhou-se bem de um contrário e cruzou tenso para João Fazenda, à meia volta, rematar estrondosamente à barra da baliza do atónito Viseu. Grande perdida para os pupilos de Nuno Fonseca que viam três minutos depois o seu guardião ser decisivo na manutenção do nulo. Mais uma vez o veloz Ribeiro esteve na jogada, desta feita arrancando em slalon desde o meio campo e foi ultrapassando adversários até á entrada da área do Benfica, onde Hélder Cruz, rápido a sair dos postes, evitou que as suas redes fossem violadas. O prélio estava electrizante e na resposta foi Cunha a errar o alvo por muito pouco, depois de uma jogada fantástica de Daniel Fernandes pelo corredor direito. O nulo ao intervalo era algo injusto para os da casa, mas premiava a boa réplica forasteira.

A segunda metade foi em tudo diferente. Ambos os conjuntos entraram mais receosos, cortando linhas de passe e as jogadas de perigo para as balizas diminuíram de intensidade. O Benfica de C. Branco dominava mais mas não conseguia agora criar lances de desequilíbrio capazes de proporcionar golo, enquanto que os de Pombal espreitavam o possível erro defensivo.

Hélder Cruz que foi um mero espectador durante os primeiros 20 minutos da etapa complementar, viu a sua baliza passar por alguma turbulência entre os minutos setenta e oitenta. Primeiro foi Nuno Marques a ser providencial no desarme a Ribeiro e depois seria o central Gil a evitar o golo do último classificado, quando quase em cima da linha de baliza evitou que o remate de Lima só parasse no fundo da sua baliza, após boa jogada de contra ataque. Os últimos minutos da partida não trouxeram nada de novo e o nulo acabaria por prevalecer até ao apito final do árbitro Hugo Faria.

O trio de arbitragem que viajou desde Santarém teve alguns erros de pequena monta e apenas um erro grave que por pouco não inverteu toda a história deste jogo. Foi ao minuto oitenta quando deixou passar em claro um off-side ao ataque da turma pombalina e que Gil resolveu, substituindo o seu guarda-redes em cima da linha de golo.


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