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SOCIEDADE
IDANHA DEBATE REFORMA ADMINISTRATIVA
Assembleia municipal de Idanha-a-Nova vai reunir com carácter extraordinário durante o mês de Março para discutir as propostas de reorganização administrativa que o governo quer implementar.
Por Nuno Miguel em 29 de Feb de 2012

A decisão foi tomada durante a última reunião do órgão e onde quase todas as forças políticas manifestaram a sua apreensão quanto à proposta de lei do governo. Álvaro Rocha, presidente da autarquia, manifesta a sua oposição quanto a qualquer proposta que tenha como objectivo a extinção de freguesias no mundo rural "esse é um caminho que não deve ser seguido pois estamos a colocar as populações mais longe dos centros de decisão; admito que isso possa ser feito nas juntas das sedes de concelho mas não nas freguesias rurais".

Também o eleito da CDU não poupa nas críticas à proposta do governo. Para António Gil "estas medidas representam um regresso ao tempo dos regedores e nós não podemos aceitar que as propostas se concretizem".

João Dionísio, líder da bancada do PS, considera que "as últimas propostas apresentadas pelo governo são ainda mais gravosas para o concelho que os pressupostos do livro verde da reforma da administração local uma vez que deixam na mão das assembleias municipais qualquer decisão sobre fusão ou agregação de freguesias; é um caminho errado que o governo está a seguir".

Críticas que o líder da bancada do PSD rejeita. Paulo Ribeiro refere que "o acordo para a extinção de freguesias foi celebrado ainda com o PS no governo e nós agora temos de o cumprir sob pena de a situação financeira do país se agravar ainda mais".

A única voz que se mostrou favorável à reforma administrativa foi a do eleito do CDS/PP. Pedro Rêgo considera que esta proposta "é positiva" e vai "permitir acabar com interesses instalados em várias localidades; por exemplo no nosso concelho os próprios presidentes de junta nada dizem sobre o tema aqui na assembleia que é o local próprio para isso".

Uma intervenção que motivou a indignação de vários presidentes de junta de freguesia e que levou Albano Pires Marques, autarca de Medelim, ao palanque para refutar as afirmações do eleito do CDS "o senhor prefere vir para aqui fazer barulho; eu prefiro trabalhar na minha freguesia em prol das populações".

Uma discussão que foi sanada depois da intervenção do presidente do órgão. Francisco Costa considera que "este tema é demasiado importante para o futuro do concelho e vamos por isso discuti-lo numa reunião extraordinária que vou convocar para o mês de Março".


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