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Quinta, 19 Set 2019
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SOCIEDADE
MINIST?RIO P?BLICO INVESTIGA MISERIC?RDIA DO FUND?O
O minist?rio p?blico est? a investigar alegadas ilegalidades cometidas pela gest?o de Manuel Antunes Correia ? frente da Santa Casa da Miseric?rdia do Fund?o. A investiga??o surge na sequ?ncia de uma den?ncia apresentada ao minist?rio p?blico.
Por Paula Brito em 27 de Oct de 2008

A comissão administrativa que gere os destinos da misericórdia desde há 10 meses conseguiu apurar casos que poderão indiciar a prática de crimes de gestão danosa, peculato e corrupção. O assunto está em segredo de justiça e esta manhã, em conferência de imprensa, a comissão administrativa não quis adiantar mais sobre o assunto.

A conferência de imprensa serviu para apresentar os resultados do trabalho desenvolvido pela comissão administrativa à frente da instituição que foram encontrar "em profunda decadência financeira e com um passivo que nesta altura ultrapassa os sete milhões de euros".

Além do elevado passivo foi também detectado um endividamento bancário excessivo e que ´no último exercício financeiro se traduziu em juros que ascenderam os 250 mil euros.

A comissão Administrativa detectou ainda a existência de uma conta bancária aberta em nome da Santa Casa em 1993 e fechada em 2005 que foi movimentada por alguns membros da mesa administrativa então vigente, até 2001. Por esta conta paralela "não reflectida nas contas, foram movimentados 500 mil euros, beneficiando pessoas sem qualquer vínculo à instituiçõ e que, não lhe prestaram qualquer serviço". A juntar a estas situações está ainda a falta de registo dos donativos em dinheiro e valores e de um arquivo documental organizado do património predial "desde a década de 70 que não consta qualquer registo no livro apesar de termos averiguado que foram feito diversos donativos".

Segundo o presidente da comissão instaladora, foi ainda verificado que "a generalidade das admissões de utentes nos lares da instituição não obedeceram a critérios objectivos". Américo Encarnação defende a realização de eleições "brevemetne" uma vez que só uma mesa administrativa eleita pode tomar as decisões e reformas necessárias à resolução dos problemas da instituição.  


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