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Terça, 01 Dez 2020
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POL�TICA
DEPUTADOS CONTRA PRESIDENTE DA CMC
Os deputados do partido socialista, eleitos pelo distrito de Castelo Branco, na Assembleia da Rep?blica repudiam a inten??o da c?mara municipal da Covilh? (CMC) de abandonar a ?Turismo Serra da Estrela?.
Por Paulo Pinheiro & Nuno Miguel & Paula Brito em 19 de Oct de 2008

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Em nota enviada à comunicação social, os deputados do PS afirmam estar estupefactos com o anúncio do presidente da autarquia covilhanense de não integrar o novo pólo de desenvolvimento turístico da região. Os quatro deputados socialistas dizem não entender a atitude de Carlos Pinto “ numa época em que todos os autarcas disputam e reivindicam a fixação de serviços e organismos públicos nos seus concelhos”. 

Na nota pode ainda ler-se que a pretexto de inglórias guerrinhas de protagonismos o presidente da CMC “quer expulsar do seu concelho um serviço da maior importância para o futuro do desenvolvimento da Covilhã, região e do distrito de Castelo Branco empurrando-o ostensivamente para o distrito da Guarda”. 

Os deputados apelam ao edil covilhanense que “pondere tal decisão, uma vez que ela pode causar graves e irreparáveis danos à Covilhã, região e distrito de Castelo Branco”.  

Saída da CMC não foi analisada

 Foi retirado da ordem de trabalhos da CMC, na passada sexta-feira, a saída do município do pólo. A ausência do presidente da autarquia, na reunião, esteve na origem da decisão. Apesar disso, Miguel Nascimento, vereador do PS, mostrou-se perplexo com a postura da maioria social-democrata. Para o autarca socialista é inédito que um município não queira receber a sede daquele organismo “ é a primeira vez que assisto ao facto da CMC não querer a sede de um pólo na Covilhã”, afirmou Miguel Nascimento que anunciou “caso o assunto venha a ser novamente agendado o PS votará contra”. 

As declarações do autarca socialista não surpreenderam o presidente da CMC. Para Carlos Pinto “ esses senhores estão sempre do lado da razão partidária, o que é preciso é que os camaradas tenham a solidariedade para defenderem os lugares”. O edil reafirmou estar contra os estatutos da nova entidade turística sublinhando que “ é a maior vergonha que já vi na minha vida política. Alguém (Jorge Patrão) que pega num conjunto de pessoas, manipula-as, para votarem nele e ficar no lugar”, acrescentando que “ isto nem antes do 25 de Abril acontecia”.

 Carlos Pinto critica ainda a postura do secretário de silêncio a que se tem remetido o secretário de estado do turismo e avisa “ se o secretário de estado quiser proteger os camaradas do partido, nós viraremos as costas ao pólo e criaremos, com os meios que temos, uma nova realidade de promoção do turismo na Serra da Estrela”.


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