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Sexta, 24 Nov 2017
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SOCIEDADE
"CAMINHO SEGUIDO É ILEGAL"
Sindicato dos trabalhadores da função pública acusa a santa casa da misericórdia da Covilhã de estar a agir de forma ilegal. Em causa a proposta de redução de salários e abolição dos subsídios de férias e de natal que foi apresentada pela mesa administrativa dos trabalhadores como forma de evitar a existência de despedimentos na instituição
Por Nuno Miguel em 22 de Nov de 2011
Em conferência de imprensa a responsável distrital do sindicato dos trabalhadores da função pública desafiou a mesa administrativa a tornar público "quais os serviços que pretende encerrar" uma vez que "a misericórdia não tem pessoal excedentário e a existência de despedimentos pode originar o fecho de valências". Cristina Hipólito refere que "as propostas da misericórdia mais não são que uma forma ardilosa para baixar os salários quando se sabe que, tal práctica, é ilegal".

Para Cristina Hipólito "é urgente apurar como é que a misericórdia da Covilhã chegou a uma situação de falência técnica e que, de certeza absoluta, não fica a dever-se aos altos salários pagos aos trabalhadores".


Mas as críticas do sindicato estendem-se também à postura do bispo da diocese da Guarda em todo este processo. Carlos Bicho mostra estranheza pelo facto de D. Manuel Felício "não ter seguido o nosso apelo a intervir num caso semelhante que se passou recentemente e que envolveu a misericórdia de Belmonte e agora parece estar a apoiar este tipo de decisões; o senhor bispo tem muito que explicar".

O sindicato nega ainda que alguma vez se tenha recusado a participar numa reunião com a mesa administrativa e refere que já solicitou à autoridade para as condições de trabalho a adopção de medidas preventivas no sentido de evitar, por exemplo, atrasos no pagamento de salários.


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