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Domingo, 17 Nov 2019
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POLÍTICA
CARLOS PINTO CRITICA QUERCUS
O presidente da c?mara municipal da Covilh? tece duras criticas ? postura da Quercus que classificou de atentado, a possibilidade do corte de sobreiros para a expans?o da zona industrial do Tortosendo. ? uma parcela de 83 hectares de terrenos protegidos, diz a associa??o ambientalista.
Por Paulo Pinheiro & Nuno Miguel em 14 de Oct de 2008

Uma posição que surge depois do conselho de ministros ter ratificado, a 25 de Setembro, a suspensão do plano director municipal (PDM) para aquela zona, justificada pela viabilização de investimentos considerados estratégicos e com classificação PIN – Potencial de Interesse Nacional. 

O presidente da CMC, confrontado com o assunto, critica a postura da Quercus e afirma que tudo será feito dentro da legalidade “ de vez em quando vêem umas pessoas de fora, não se sabe de onde, com posições reaccionárias que é o que caracteriza essa associação”, refere Carlos Pinto que acrescenta “ a Quercus é um negócio e por isso tem pouca credibilidade na CMC”. Segundo o edil, a autarquia está a cumprir a lei a vai chegar ao fim com a terceira fase do parque industrial do Tortosendo concluído. 

Para Carlos Pinto os investimentos previstos são urgentes e o projecto tem que arrancar em 2009 “ temos terrenos comprometidos para diversas iniciativas, e o conselho de ministros reconheceu, há quinze dias, a urgência em desbloquear os terrenos visto que há PIN que serão decididos para ali, com a criação de centenas de postos de trabalho”. 

Questionado esta manhã, na UBI, o ministro do ambiente solicita cautela no andamento do processo “a suspensão do PDM não permite o abate de sobreiros, mal de nós se assim fosse”.  Nunes Correia recorda que o sobreiro, em Portugal, está muito protegido e “ independentemente do que quer que se entenda ali fazer, mesmo com a suspensão do PDM, tem que passar pela malha do licenciamento ambiental, nem que seja um PIN”. 

Segundo o ministro, o derrube de sobreiros em Portugal precisa de uma declaração de utilidade pública, que neste caso não foi emitida, não na fase da suspensão do PDM mas quando forem realizadas acções concretas “ a seu tempo isso será acautelado”, garante Nunes Correia.


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