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Segunda, 18 Dez 2017
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
BENFICA E C.BRANCO-0 GINÁSIO ALCOBAÇA-0
O Benfica albicastrense não foi além de um empate sem golos perante um Alcobaça mordaz e a jogar no erro adversário, sem nunca assumir o jogo pelo jogo. Os da casa, pese embora a entrega demonstrada, não tiveram a dinâmica habitual e disso se ressentiram em termos ofensivos. Ainda assim, Ivo Bastos, em duas ocasiões, teve o golo à sua mercê. A turma visitante que surpreendeu inicialmente com três homens lá na frente, acabou o desafio a usar de todas as artimanhas possíveis e imaginárias para queimar tempo e quebrar o ritmo de jogo caseiro. Foi pena, porque esta equipa até demonstrou alguma qualidade para aspirar a mais qualquer coisa…
Por João Perquilhas em 31 de Oct de 2011

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A disposição táctica forasteira surpreendeu nos primeiros minutos do encontro. Com 3 e até 4 homens a pressionar muito alto, Walter Estrela pretendeu com isso restringir a dinâmica ofensiva albicastrense, que começa normalmente nas faixas laterais. Carlos Miguel e Nuno Marques não puderam, de inicio, avançar muito no terreno devido à presença de dois alas contrários no seu espaço, mas a partir do primeiro quarto de hora soltaram-se e os desequilíbrios na defensiva forasteira passaram a ser uma constante.

E foi mesmo dos pés de Nuno Marques (15`) que surgiu a primeira ameaça para as redes de Vítor. Contudo, a tentativa de chapelada acabaria frustrada pela má direcção do esférico.

Sete minutos depois nova descida do lateral direito albicastrense proporcionava a Ivo Bastos o remate que acabou numa grande perdida ao rematar por cima da trave, e este lance catapultou os donos do terreno para um excelente período de futebol, ao qual só faltaram mesmo os golos.

Ao minuto 24, de livre apontado por Gonçalo Guerra, Ivo Bastos perderia no duelo com o gigante Vítor, e sete minutos volvidos, num lance em tudo idêntico, o dianteiro do Benfica acabaria de novo a desperdiçar, cabeceando fraco e denunciado para as mãos do guardião de Alcobaça, quando tinha tudo para fazer o golo. Foi uma grande perdida!

Pelo meio (27`) Tiago Lopes com um remate traiçoeiro forçava o guarda-redes local a defesa difícil, e aos 34`seria a vez de Nuno Marques, com um carrinho providencial, tirar autenticamente o golo dos pés de Ruben, que se aprestava para encostar para o fundo das redes.

Este lance fez regressar alguns fantasmas ao Vale do Romeiro. A equipa intranquilizou-se, não conseguindo ligar os sectores na construção ofensiva, pelo que as transições acabaram sempre por morrer nos pés dos adversários. Porém, e verdade seja dita, a nível defensivo a equipa esteve sempre solidária, pelo que as redes de Fábio Mendes não passaram por mais nenhum sobressalto até ao intervalo.

Na segunda metade a toada manteve-se. Tomás, aos 56 minutos, arrancou em slalon, passou por vários adversários fazendo uma diagonal perfeita, e já bem enquadrado com a baliza acabou por rematar alto. Grande lance que merecia melhor sorte!

Nesta fase já se notava algum desapego ofensivo da turma forasteira que demonstrava claramente que estava mais interessada na manutenção do nulo do que em procurar ganhar vantagem.

Nuno Coelho (69`) ainda contrariou esta nossa apreciação com um remate perigoso que Fábio Mendes deteve com segurança, mas por aqui se ficariam os forasteiros no que a lances de ataque diz respeito. É que, a partir de então, os pupilos de Walter Estrela apenas se mostravam preocupados em parar o jogo com todas as artimanhas possíveis e imaginárias, quebrando nitidamente o ritmo de jogo que os da casa tentavam impor, e assim se foi arrastando o jogo até ao seu final, sem que a equipa de João Paulo Matos conseguisse descobrir o antídoto para tanto anti-jogo.

Enfim, o empate é penalizador para o Benfica e C.Branco. Dominou claramente, conseguiu criar oportunidades para marcar mas a finalização não esteve, desta feita, ao nível habitual. Foi pena, a vitória seria mais que merecida…

A arbitragem de Sérgio Pita não foi má, mas fica um reparo e um conselho. A turma do Ginásio de Alcobaça passou os últimos vinte minutos a praticar um claríssimo anti-jogo. A sua complacência, para com tal atitude, permitiu-lhes usar e abusar de todos os meios para constantemente parar o jogo sem que alguém tocasse nos seus jogadores. Deveria ter tido outra apreciação sobre esse aspecto, o futebol agradecia…

 

João Perquilhas/Rui Fazenda


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