RCB/TuneIn
Domingo, 17 Dez 2017
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
CULTURA
JOSÉ ANTÓNIO PINHO NO FUNDÃO
Esta noite, pelas 21H00, no Casino Fundanense, são apresentados pela professora Antonieta Garcia, os livros " A Estátua – A tortura preferida pela PIDE”" e " Caminhos de Liberdade". de José António Pinho.
Por Paulo Pinheiro em 28 de Oct de 2011

Antes e depois da apresentação das obras irão decorrer alguns momentos musicais com especial colaboração dos músicos António Duarte e Paulo Madeira.

Sobre as Obras:


Na primeira obra, lançada em 2010, “A Estátua", o autor caracteriza politicamente os anos de 1958 e 59, com o despertar para a cidadania de um grupo de jovens a quem o General Humberto Delgado tocou decisivamente.
Num discurso simples e directo, trata-se da narrativa dos 40 dias vividos nas masmorras da polícia política, em Coimbra, em particular dos sete dias de tortura.
A relação com os agentes da PIDE, o medo, o pânico, a alucinação, o desejo de morrer e de não falar, a tábua de salvação que permitiu não falar, não denunciar, são escritas em palavras de lágrimas, de sangue e de amor.

Na sua segunda obra, “Caminhos de Liberdade”, editada no passado dia 5 de Outubro, José Pinho narra uma história romanceada baseada em factos reais desenrolados nos anos de 1959 e 1960 e relembra as suas passagens pelos fortes de Peniche e de Caxias.
"eram dois antros negros do salazarismo onde eu estive preso mas onde conheci homens fantásticos e que contribuíram muito para a pessoa que sou hoje e neste livro procuro recordar algumas das experiências que vivi para que a sociedade nunca se esqueça do que foram os tempos do estado novo."

Sobre o Autor:


José António Pinho (Melo, concelho de Gouveia) esteve detido em várias prisões civis e militares durante o Estado Novo. Foi preso pela PIDE em 1959, tendo sido incorporado, três anos depois, no Serviço Militar.
Em 1963, por motivos políticos, cumpriu prisão na Casa de Reclusão Militar de Viseu. Dado como indesejável ao Exército Fascista de Salazar, foi enviado para o Presídio Militar do Forte da Graça, em Elvas, onde foi duramente punido ao trabalho forçado do barril. Em 1967, foi novamente preso pela PIDE, pela sua intervenção no movimento associativo.

Desenvolveu grande actividade política ao lado do escritor António Alçada Baptista, nas pseudo-eleições de 1969, apresentando-se, em 1973, nas listas do MDP-CDE como candidato pelo círculo de Castelo Branco à Assembleia Nacional. Foi militante do PCP entre 1958 e 1982.

Actualmente é dirigente e presidente de vários clubes e associações da Covilhã: Grupo Campos Melo, Clube Nacional de Montanhismo, Clube Desportivo da Covilhã e Sporting Clube da Covilhã. É co-fundador da Federação de Desportos de Inverno de Portugal, a qual presidiu de 2000 a 2008. É ainda membro da direcção da Rádio Clube da Covilhã e empresário na área dos combustíveis nesta cidade.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2017 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados